Salvador é a oitava capital que mais elegeu vereadoras no Brasil; um dos mandatos vai ser exercido por três mulheres

Laina Crisóstomo, Cleide Coutinho e Gleide Davis, todas do PSOL, vão fazer mandato coletivo. Oficialmente, apenas a primeira vai poder participar das sessões e votar, porque a legislação eleitoral não reconhece esse tipo de mandato.

Nove das 43 cadeiras na Câmara de Vereadores de Salvador serão ocupadas por mulheres, em 2021, uma representatividade de quase 20,93%. A capital baiana é a oitava que mais elegeu vereadoras no Brasil. Um dos mandatos vai ser exercido por três mulheres.

Laina Crisóstomo, Cleide Coutinho e Gleide Davis, todas do PSOL, vão fazer um mandato coletivo. Oficialmente, apenas a primeira vai poder participar das sessões e votar, porque a legislação eleitoral não reconhece mandatos coletivos.

“A estratégia da gente é pensar as pautas de luta da gente. A gente vem de movimentos diversos, eu venho do movimento de luta contra a violência contra a mulher, a companheira Cleide vem do movimento da moradia e a companheira Gleide vem do movimento da juventude”, explicou Laina Crisóstomo.

“A gente está em áreas diferentes da cidade: Brotas, Cajazeiras, Suburbana. A ideia é tentar construir essa diversidade, com uma ocupação de poder diferenciada”.
Cleide Coutinho acredita que o mandato coletivo vai entrar para a história.

“Eu acho que é esse mandato coletivo vai entrar para a história, porque são verdadeiras representações da sociedade, representação do povo, representação das mulheres”, disse.

A capital baiana teve mais de 1.578 candidatos a vereador esse ano. Um aumento de quase 50% em relação à última eleição, mas a quantidade de vagas não mudou.

A partir do ano que vem, 22 partidos terão representantes na Câmara Municipal da capital. O partido Democratas foi quem mais elegeu vereadores: sete, um a mais que na última eleição. Logo atrás está o PT, que conquistou quatro cadeiras, também uma a mais que em 2016.

Dos candidatos escolhidos pelos eleitores, 25 foram reeleitos e 18 são novatos [levando em consideração os vereadores que estavam ocupando uma cadeira atualmente]. Uma renovação de 39,58%. Do total, 31 vão compor a base de apoio do prefeito eleito, Bruno Reis, 72,09% da casa e 12 devem compor a oposição ou blocos independentes. Números que pouco mudaram em relação à última eleição (30 de situação – 13 de oposição/independência).

Para o cientista político, Cláudio André, ter maioria na Câmara de Vereadores pode facilitar o trabalho do novo prefeito, mas também vai exigir habilidade para montar o novo governo.

“Com essa quantidade de vereadores eleitos e de partidos, gera um desafio na montagem do governo. Por isso que eu penso que o prefeito Bruno Reis terá que construir muita habilidade e negociação para conseguir montar o seu governo, obedecendo os interesses da política e obviamente os critérios técnicos, que são importantes para o desenvolvimento da prefeitura”.

Além de Salvador, também teve renovação nas câmaras do interior. Em Feira de Santana, cidade a 100 quilômetros da capital baiana, dos 21 vereadores eleitos, 13 são novatos, uma renovação de 61,9%.

Já em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, são 12 novatos, renovação de 57,1%. Em Itabuna, no sul do estado, são 17 novatos, renovação de 80,9%.

Em Juazeiro, no norte do estado, 14 novatos, renovação foi de 66,6%. Já em Barreiras, no oeste, dos 19 vereadores eleitos, 10 são novatos, renovação foi de 52,6%.

Fonte – G1