Especialista faz alerta e indica quais máscaras protegem mais

Dez meses após o início da pandemia causada pela Covid-19, é comum ainda surgirem muitas dúvidas sobre qual o melhor tipo de máscara usar como forma de proteção contra o novo coronavírus. Algumas pessoas, a exemplo da influenciadora digital Fabiana Justus, aderiram a ‘moda’ e passaram a adotar o uso de modelos feitos em tricô.

Para Fabiana não deu muito certo, já que ela contraiu o novo coronavírus. Diante disso, a médica infectologista Clarissa Cerqueira, que trouxe o alerta de que apesar de transmitir a sensação de maior respirabilidade pelo fato ser mais aberta, a peça não passa segurança. ‘No caso do tricô, quanto mais “abertas” são as fibras, menor a proteção’, ressaltou.

A especialista explica que o ideal seria que as máscaras tivessem três camadas de pano. “A gente sempre fala que o ideal são três camadas, mas, só pelo fato da pessoa estar com alguma máscara já dá algum grau de proteção”, conta.

Cerqueira esclarece ainda que a máscara cirúrgica segue sendo o melhor modelo disponível. “Elas têm uma capacidade de filtração muito maior, é o ‘padrão ouro’. É a única que é considerada um EPI. Porque ela protege também quem está usando”

Máscaras cirúrgicas descartáveis costumam ser feitas de TNT, material considerado, segundo pesquisas, três vezes mais eficiente que os demais. Um teste realizado pelo Instituto de Física e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) apotou que estas possuem um maior equilíbrio entre proteção e respirabilidade.

No Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar, no mês de junho, o uso de máscaras de tecido para todos que precisam sair de casa. Na Bahia, a medida tornou-se obrigatória no mês de abril.

Com isso, muitas pessoas passaram a fabricar o utensílio como forma de doar aos que não tem condições de adquirir e também para faturar um dinheiro extra. É o caso da economista aposentada Rita Costa.

“Inicialmente, a pedido de uma amiga, fiz seis máscaras para que ela pudesse acompanhar a filha que ia ter bebê. Mas, por termos uma grande quantidade de tecido em estoque, resolvemos utilizá-los para confecção de mais unidades, logo no início da pandemia”, conta.

A partir daí, junto com sua filha Gabriela, Rita passou a produzir máscaras para sua marca Tudo de Pano, e a procura foi muito superior ao que elas imaginavam. Ela frisa que leva sempre em consideração a qualidade do tecido, sempre pensando em produzir uma máscara com maior proteção.

“É importante que o tecido seja 100% algodão, confortável e que tenha uma trama fechada. Além disso, buscamos panos com estampas diferenciadas, sempre procurando atender aos diversos estilos”, explica.

Vale lembrar que o Ministério da Saúde reconhece que o uso da máscara é uma das ações preventivas mais importantes no combate ao vírus.

Fonte: A Tarde