Vacina AstraZeneca/Oxford tem “eficácia limitada” contra variante sul-africana

A vacina britânica desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford não se mostra eficaz contra as manifestações leves de Covid-19 vinculadas à variante sul-africana, mas pode ter um efeito sobre as formas graves da doença, afirmou Sarah Gilbert, pesquisadora da Universidade de Oxford.

De acordo com um porta-voz da AstraZeneca, citado na edição de sexta-feira do jornal Financial Times, um estudo com 2.000 pessoas demonstrou que a vacina britânica tem “eficácia limitada ante as formas leves da doença provocada pela variante sul-africana”.

Porém, o fármaco poderia ser eficaz contra formas graves da doença, mas ainda não há dados suficientes sobre o estudo, que será publicado nesta segunda-feira, 8, para confirmar de maneira definitiva.

Contra a variante sul-africana, o produto da Oxford/AstraZeneca “talvez não reduza o número total de casos, mas ainda assim pode proteger contra a morte, hospitalizações e as formas mais graves da doença”, afirmou neste domingo à BBC Sarah Gilbert, que lidera o desenvolvimento da vacina.

“Mas pode levar tempo antes de determinar sua eficácia contra a nova variante”, cada vez mais frequente entre idosos no Reino Unido, completou.

A Tarde

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