Retorno das aulas presenciais volta a ser debatido em Camaçari

O retorno das aulas presenciais voltou a ser tema de discussão entre representantes dos poderes Legislativo e Executivo e de instituições de ensino público e privado em Camaçari. O encontro, provocado pela vereadora Profª. Angélica (PP) e pelo presidente da Câmara, Júnior Borges (DEM), contou com o prefeito Elinaldo Araújo (DEM) e outros nomes relacionados à gestão pública e à gestão da Educação em Camaçari.

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O objetivo da reunião, que aconteceu no gabinete do prefeito Elinaldo, foi redimensionar a situação do ensino público e privado no município diante do novo pico de contaminação pela Covid-19, de forma a manter em pauta a discussão sobre a necessidade de determinar a melhor forma e o melhor momento para a retomada gradual das atividades pedagógicas para o seu formato tradicional.

Na ocasião, também foi reforçada a ideia de que é preciso considerar as dificuldades financeiras enfrentadas pelas escolas particulares que, mesmo com estrutura e protocolos prontos para receber os estudantes, permanecem à espera de alguma perspectiva quanto ao retorno das aulas presenciais/híbridas.

O vereador Júnior Borges ressaltou as articulações, medidas e debates que colocam a Educação do município em uma situação diferenciada em relação a outros municípios e ao ensino estadual. “Camaçari saiu na frente, teve o interesse de manter as atividades de forma remota e salvar o ano letivo. É um exemplo para a Bahia. Em relação ao retorno das aulas presenciais, também vejo Camaçari em uma posição distinta, por estar discutindo este tema de forma intensa e ter ciência dos desdobramentos desta suspensão por um período tão longo. Por isso, o estado também deveria olhar para Camaçari de forma diferenciada”, frisou.

Durante o encontro, a Profª. Angélica explicou a importância de uma nova discussão sobre o tema, destacando as demandas apresentadas pelos representantes do ensino privado. “Esta é uma pauta de reivindicação das escolas particulares, com a proposta de redução de IPTU [Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana] e inserção de outros impostos, para tentar amenizar os impactos ocasionados pela pandemia no setor de ensino privado”, resumiu.

Já o prefeito Elinaldo ressaltou a necessidade de vacinar os professores e pediu para que os gestores aguardem passar o pico do coronavírus no mês de março. “Só assim, de forma segura, poderemos fazer uma nova avaliação e chegar a uma definição quanto à retomada das atividades”, declarou.

Também participaram do encontro, a secretária de Educação, Neurilene Martins; o secretário de Governo, José Gama; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Waldy Freitas; e o proprietário da Escola Villa Global Education, Eugênio Barreto.