Costureiras em Camaçari transformam fardas usadas em produtos

A ordem é a seguinte: triagem e higienização, retirada de botões e zíperes e, finalmente, é dado o destino criativo. As fardas usadas pelos funcionários da Concessionária Litoral Norte (CLN) acabam por virar, nas mãos de Eliete Faustino, 64, desde lençóis até bonés, tapetes e necessaires. Mas, ela não conseguiria fazer tudo sozinha e, por isso, tem a ajuda de 40 mulheres que trabalham na oficina de costura. É que dona Eliete se une na vida dupla de costureira e pedagoga.

Aliás, uma coisa só é possível devido à outra. Nos fundos da Creche Comunitária Esperança da Estiva, em Vila de Abrantes, no município de Camaçari, é onde elas se reúnem para realizar o ofício. Vinte pela manhã e outras 20 pela tarde. E, entre elas, as 120 crianças que são assistidas pelo centro educacional. Se você já achou tudo isso impressionante, é porque ainda não conhece a história da responsável por trás.

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Com a primeira formação no ensino superior aos 55 anos, dona Eliete começou na creche há pouco mais de 15. Antes disso, trabalhava como secretária em uma empresa e tinha um curso técnico em Administração. Um dia, foi chamada à creche para fazer o trabalho voluntário de ensinar mulheres de baixa renda a bordar.

De repente, recebeu também o convite para assumir uma sala de aula. “Eu disse: ‘Não, gente. Não fiz pedagogia, não fiz nem magistério’. Mas, me disseram que eu tinha jeito. Fiz o curso de pedagogia e me apaixonei pela Educação Infantil”.

De repente, recebeu também o convite para assumir uma sala de aula. “Eu disse: ‘Não, gente. Não fiz pedagogia, não fiz nem magistério’. Mas, me disseram que eu tinha jeito. Fiz o curso de pedagogia e me apaixonei pela Educação Infantil”.

Dona Eliete diz que a pandemia e a necessidade de realizar tarefas paralelas para manter a creche fizeram com que as coisas não saíssem no tempo que ela esperava, mas que vem utilizando o WhatsApp para divulgar os produtos. Até o momento, já foram feitos produtos de mostruário que ela e as costureiras pretendem expor, além de 100 necessaires, cujos forros foram feitos a partir da reutilização dos trajes. Cada estojo foi vendido por R$ 10 e o valor foi distribuído entre as costureiras.

Como ajudar?

  • Inaugurada há 18 anos, a Creche Comunitária Esperança da Estiva atende, atualmente, 120 crianças de 3 a 5 anos em tempo integral. Além disso, 40 crianças, adolescentes e jovens, com idades entre 6 e 20 anos também são atendidos através de cursos que ocorrem no turno oposto ao da escola. Estão envolvidos no trabalho: cinco professoras, uma coordenadora pedagógica, um auxiliar de serviços gerais e uma cozinheira. Todos os dias a creche conta com o trabalho voluntário das mães de alunos. Interessados em ajudar podem entrar em contato através do telefone (71) 98139-4712.
  • Fonte – Correio da Bahia