Incêndio em navio no Porto de Aratu é controlado e não há risco de novas explosões

Uma explosão no navio gaseiro “Forte de São Marcos” atracado no Terminal Portuário de Aratu, em Candeias, deixou moradores da comunidade quilombola da Boca do Rio em alerta na manhã desta quinta-feira, 9. Ninguém ficou ferido.

Segundo informações da Marinha do Brasil, o princípio de incêndio, após a explosão, foi rapidamente controlado pelo pessoal de bordo. O órgão diz que tomou conhecimento do caso por volta das 12h, e que uma lancha de inspeção naval blindada foi deslocada da Base Naval de Aratu para o local. Também foram enviadas três equipes de Inspeção Naval, uma por terra e as outras duas via marítima, para iniciar a apuração e garantir a segurança da navegação. A Defesa Civil de Candeias também enviou uma equipe.

Populares temeram que a embarcação, que pegou fogo próximo ao pier da Braskem, estivesse carregada com produtos químicos e houvesse risco de contaminação do mar. No entanto, a Marinha afirmou que não foi constatada a presença de vestígios de poluição hídrica.

Em nota, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) disse que a explosão foi isolada e ocorreu durante o “processo de desgaseificação dos tanques do navio, que precedem todas as operações de recebimento de gases”.

A empresa proprietária do navio informou que o incidente no Porto de Aratu ocorreu antes da embarcação entrar em operação de carregamento e reiterou que não houve danos ao ambiente marítimo ou dano material significativo. A entidade também afirmou que, em virtude dos tanques conterem apenas nitrogênio, um gás inerte, não há risco de nova explosão. A Codeba ressaltou que todos os protocolos de segurança na área portuária foram seguidos.

“A companhia esclarece ainda que as imagens captadas do incidente retratam na verdade, a atuação do sistema de segurança contra incêndio, que funcionou dentro do esperado, aspergindo água para contenção de fogo e, desta forma, solucionando o incidente”, disse a empresa.

A Marinha do Brasil declarou que as causas e responsabilidades pelo ocorrido serão determinadas em inquérito administrativo já instaurado pela entidade.

Fonte: A Tarde