Flexibilização das restrições favorece aquecimento do turismo

O setor de turismo baiano passa pelo momento de gradual reação econômica, diante do avanço da vacinação e o momento de maior flexibilização de medidas restritivas contra a Covid-19.

Na Bahia, 30% dos empresários do segmento acreditam que as atividades retornarão à situação de regularidade nos próximos seis meses, já 31% afirmam que o cenário será possível a partir do primeiro trimestre de 2022. Dados são de pesquisa do observatório da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), do último mês.

O empresário Ivan Moraes é um dos otimistas com o momento de retomada do setor. Sócio da pousada Bichelenga, em Imbassaí, na cidade de Mata de São João (Grande Salvador), ele conta que está com ocupação próxima dos 100%, após meses de enfrentamento dos impactos causados pela pandemia de Covid-19.

“Nos primeiros seis meses de pandemia, a pousada ficou fechada, diante da necessidade dos cuidados contra o novo coronavírus. Nesse período, a gente passou a investir em consultorias e atualizações para fornecer aos hóspedes um ambiente seguro. No primeiro momento, após a reabertura com o respeito aos protocolos sanitários, operamos com 40% de ocupação, avançando para 70% e depois 100%. A pousada tem 30 apartamentos”, explica Moraes.

De acordo com o secretário de turismo da Bahia, Maurício Bacellar, o momento ainda não é de lucro para os equipamentos turísticos do estado. No entanto, o acréscimo de movimento em aeroportos e na ocupação hoteleira trazem otimismo para o futuro do setor.

“No cenário pós-pandemia, as pesquisas do setor apontam a Bahia como o destino mais desejado pelos brasileiros. Com o avanço da vacinação e a queda dos números relacionados com a pandemia, que estão ligados de forma direta com o desempenho do setor turístico, a gente tem a esperança de retomada para os próximos meses. No dia 27 de setembro, Dia Internacional do Turismo, vamos lançar o programa de retomada da atividade turística no estado”, afirma Bacellar.

Em momento de pandemia, ele acrescenta que o turismo interno tem sido um caminho para o setor.

A advogada Joyce Oliveira, 23, tem aproveitado o cenário de maior imunização populacional para conhecer lugares próximos de Salvador, onde mora. Ela ainda não tem uma segurança para realizar viagens mais longas, diante dos cuidados tomados contra o novo coronavírus.

“A Covid-19 deixa a gente com um maior receio de ir para locais mais distantes de casa. No entanto, quando possível, tenho visitado locais em pontos como a Praia do Forte, a Linha Verde. A depender dos números da Covid-19, também tenho o desejo de visitar praias aqui do Nordeste. É um processo de conhecer um pouco do que está perto da gente”, conta a advogada.

Fonte: A Tarde