Governo prevê novo auxílio emergencial, se precatório não for resolvido rapidamente

Caso não seja concretizada rapidamente uma solução para o crescimento da conta de precatórios, o governo considera elevada a chance de haver uma nova prorrogação do auxílio emergencial.

A possibilidade entrou no radar de membros do governo diante do prazo curto para que o tema dos precatórios seja resolvido. O risco, para membros da equipe econômica, é que eventual renovação do auxílio seja feita em valor maior do que o vigente hoje no programa que se encerra em outubro (R$ 150 a R$ 375). A avaliação é que isso geraria descontrole na economia.

A avaliação é que o novo programa social anunciado pelo governo federal, o Auxílio Brasil, terá um aumento de apenas R$ 8,51 em relação ao Bolsa Família, caso o governo não consiga chegar a uma solução para a crise dos precatórios, dívidas judiciais reconhecidas pela União e que ocupam o espaço no Orçamento.

Para técnicos, o governo e o Congresso têm menos de um mês para aprovar proposta que limita os gastos com precatórios e abre espaço para o Bolsa Família turbinado.

A equipe econômica é contra a prorrogação do auxílio emergencial. Em busca de acelerar esse debate, governo e a cúpula do Congresso fizeram um acordo na terça-feira, 21, para travar as despesas com precatórios.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o valor médio do benefício do novo programa seria de R$ 194,45 em 2022, pago a 14,695 milhões de famílias.

O pagamento médio do programa atual é de R$ 185,94, que deve vigorar até outubro deste ano, uma vez que, em novembro, o governo já pretende implementar o Auxílio Brasil.