Petroleiros fazem ato contra venda da refinaria Landulpho Alves

Petroleiros realizam na manhã desta segunda-feira, 4, um protesto em frente a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), no município baiano de São Francisco do Conde, contra a venda da unidade da Petrobras na Bahia. O ato foi marcado para esta data em alusão aos 68 anos da estatal.

A manifestação, que conta com a participação de representantes da FUP, CUT, de vários Sindipetros, parlamentare, lideranças sociais e populares, é uma homenagem a Petrobras e um protesto contra a política de privatização do governo Bolsonaro, que, na avaliação dos manifestantes, está, de maneira desnecessária, colocando à venda diversas unidades da estatal.

“A RLAM, apesar da sua grande capacidade de processamento, está sendo vendida para um grupo de investidores árabes pela metade do seu valor de mercado.”, diz a Sindipetro.

“Com a refinaria, estão sendo entregues os seus terminais operados pela Transpetro (Candeias, Itabuna, Jequié e Madre de Deus), além de 669 km de dutos que integram a rede da refinaria, incluindo oleodutos que ligam a RLAM ao Terminal Madre de Deus, ao Complexo Petroquímico de Camaçari e aos Terminais de Jequié e Itabuna.”, continua.

A mobilização acontece desde ás 7h, no chamado Trevo da Resistência, em frente à sede da RLAM. O Trevo é um triângulo que liga a RLAM (primeira refinaria da Petrobrás, criada antes mesmo da fundação da estatal), o campo de Candeias (primeiro campo comercial de petróleo do Brasil) e a Transpetro (primeiro terminal aquaviário da Petrobras).

De acordo com a Sindipetro, a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann e o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, tem presença confirmada no ato.

O Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, também estará presente. Estão sendo aguardados ainda representantes dos 12 sindicatos de petroleiros de outros estados, ligados à Federação, e também de movimentos sociais, da juventude, de outras centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos e parlamentares.

Haverá ainda atos nas ruas, nas redes sociais e nos locais de trabalho, “contra os preços abusivos dos combustíveis, as privatizações e os ataques aos direitos dos trabalhadores”.

Fonte: A Tarde