Wagner Moura é alvo de ataques após dirigir filme sobre político e guerrilheiro

Na próxima quinta-feira (04), em São Paulo, o filme “Marighella” será lançado e aborda questões relacionadas ao período da Ditadura Militar no Brasil, motivo pelo qual a produção recebeu diversas críticas e ataques.

O filme estreou em 2019 na cidade de Berlim e passou por diversos festivais ao redor do mundo, tendo sido admirado e aplaudido pelos espectadores. No entanto, “nada disso fazia sentido até que fosse lançado no Brasil”, declarou Moura.

A pré-estreia ocorreu por todo Brasil, como no teatro Castro Alves, em Salvador e chegará a ser exposto em aproximadamente 200 salas de todo país na próxima quinta-feira (04). Será também exibido em sessões especiais nas sedes da Mídia Ninja, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em São Paulo.

O enredo do filme se baseia no período final da vida de Carlos Marighella (1911-1969), e, apesar de se basear na detalhada biografia Marighella: O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo (Companhia das Letras, 784 págs., 82,90 reais), de Mário Magalhães, o filme tem um recorte temporal reduzido.

Após a exibição, ativistas de direita decidiram entrar no principal site mundial destinado à avaliações cinematográficas e avaliar mal o título brasileiro, objetivando baixar sua nota geral sem ao menos terem assistido a produção. Devido a isso, a moderação do site decidiu bloquear a disponibilidade de avaliações por parte do público, além de apagar inúmeras críticas ofensivas.

“É polêmico, foi atacado do começo ao fim. Agora essa gente louca dando nota baixa no IMDb”, disparou. “As polêmicas em torno do filme têm mais a ver com este momento do País do que com o personagem em si.”, diz Moura. “O mundo, nos anos 1960, estava incendiado por revoluções. O Marighella foi um homem do seu tempo. Quem está fora do seu tempo é o Bolsonaro.”