Rui Costa recebe prazo de 5 dias para decidir sobre realização do carnaval e dispara: “não aceito ultimatos”

Após a Câmara Municipal de Salvador aprovar um requerimento estabelecendo um prazo de 5 dias para que seja formalizada uma decisão sobre a realização do Carnaval, o governador Rui Costa afirmou que não irá aceitar ultimatos de ninguém. Na última terça-feira (09), voltou a afirmar, através de suas redes sociais,que reconhece a importância da festa, mas que sua prioridade é a saúde dos baianos.

“Olha, eu não aceito ultimato de ninguém quando se trata de vida humana. Não aceito e não aceitarei ultimato de ninguém. Reconheço a legitimidade de quem é investidor e de quem tem no Carnaval a sua atividade econômica, quem investe em camarotes, blocos, quem teve resultado positivo de R$ 5 milhões, R$15 milhões, acho que isso faz parte da atividade econômica da Bahia, gera emprego, gera renda. Mas, do outro lado, eu tenho 15 milhões de pessoas que eu tenho que cuidar da saúde”, afirmou o governador nesta quarta-feira (10), durante entrega reforma do Hospital Ana Nery, em Salvador.

Rui ressaltou ainda diversos protestos  que enfrentou durante a pandemia por manter regras sanitárias mais rígidas, mas que isso trouxe como resultado a segunda menor taxa de mortalidade por covid-19 no Brasil. “Nós passamos por grandes turbulências, tivemos carreatas, buzinaços, e nós ultrapassamos isso tudo. Eu imagino que cada baiano possa se orgulhar que quando a gente olha os 27 estados e olha o número de mortes e olha a Bahia com a segunda menor taxa de mortalidade de covid do Brasil. Tenho que me orgulhar do que fizemos”, completou.

Para o governador ainda é cedo para decidir sobre a realização do Carnaval, pois o futuro da pandemia é incerto. Rui ressaltou que uma decisão precipitada pode trazer outros prejuízos. “Nós não vamos anunciar nenhuma festa de forma precipitada. Se anuncia hoje que terá Carnaval, e em dezembro os casos explodem, eu vou ter que cancelar, e eu vou ser processado por vários empresários, alegando prejuízos. Do mesmo jeito que se eu anunciar que não vai ter Carnaval, e em dezembro os números caírem, por que não fazer?”, explicou o governador, que disse entender o apelo dos empresários por uma resposta mais rápida.

“Se as coisas estiverem bem, nós sabemos fazer carnaval, em um mês a gente tem condições de organizar o Carnaval para o povão. Tem condição de contratar trio, artistas. Evidente que quem precisa empresariar o Carnaval, precisa de mais tempo. Eu gostaria de tomar essa decisão, mas não tomarei de forma pressionada”, finalizou.

 

Fonte: Correio