Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari diz que continua em busca de indenização em favor dos ex-funcionários parceiros da Ford

Após uma manifestação realizada nesta sexta-feira (14) por ex-funcionários parceiros da multinacional Ford, o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari divulgou nota esclarecendo seu posicionamento.

Segundo a organização, os colaboradores faziam parte de empresas satélites instaladas na região. Estas forneciam peças para a montadora Ford e também fecharam as portas há pouco mais de um ano, quando o Complexo Industrial Ford Nordeste (CIFN) encerrou as atividades. No entanto, as corporações não demonstraram interesse algum em negociar a indenização dos funcionários. O sindicato, por sua vez, buscou, de todas as formas, assegurar os direitos dos trabalhadores, conforme evidenciam em nota.

“O Sindicato dos Metalúrgicos, desde o primeiro momento, buscou, insistentemente, contemplar esses trabalhadores no bojo da negociação coletiva junto a empresa FORD, o que se tornou impossível por absoluta intransigência da empresa em relação a este ponto da negociação. De forma contemporânea, o Sindicato buscou negociar diretamente com as empresas de autopeças, as quais não se disponibilizaram a uma negociação de verbas indenizatórias para os trabalhadores. Sendo assim, o Sindicato, em 08/03/2021, se viu obrigado a acionar a Justiça para, liminarmente, pedir a reintegração dos trabalhadores enquanto as empresas não se dispusessem a negociar com o Sindicato e cobrar dessas empresas o pagamento das indenizações, se mantendo vigilante para que haja uma decisão favorável aos interesses desses trabalhadores”.

  • Confira a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

14/01/2022          

 

Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari segue incansável em busca de indenização complementar em favor dos metalúrgicos das empresas satélite do CIFN.

 

Tendo em vista a manifestação organizada nesta sexta-feira (14), por parte de ex-funcionários de empresas de autopeças de Camaçari, o Sindicato dos Metalúrgicos esclarece que após o fechamento do Complexo Ford, há um ano,  empresas satélites instaladas na região que forneciam peças para a montadora americana também fecharam as portas, mas sem negociar um acordo de indenização. O Sindicato dos Metalúrgicos, desde o primeiro momento, buscou, insistentemente, contemplar esses trabalhadores no bojo da negociação coletiva junto a empresa FORD, o que se tornou impossível por absoluta intransigência da empresa em relação a este ponto da negociação. De forma contemporânea, o Sindicato buscou negociar diretamente com as empresas de autopeças, as quais não se disponibilizaram a uma negociação de verbas indenizatórias para os trabalhadores. Sendo assim, o Sindicato, em 08/03/2021, se viu obrigado a acionar a Justiça para, liminarmente, pedir a reintegração dos trabalhadores enquanto as empresas não se dispusessem a negociar com o Sindicato e cobrar dessas empresas o pagamento das indenizações, se mantendo vigilante para que haja uma decisão favorável aos interesses desses trabalhadores. Este mesmo Sindicato, também de forma contemporânea aos fatos acima citados, provocou o Ministério Público do Trabalho que acompanha de perto o desenrolar dos fatos, tendo inclusive ajuizado duas ações sobre a ausência de negociação coletiva, que também se encontra em tramitação. Informações repassadas aos trabalhadores em reuniões junto a eles. O Sindicato sabe da dificuldade enfrentada por esses operários e se solidariza diante da grave situação de desemprego criada pela Ford e suas empresas parcerias. Ao mesmo tempo, não é possível ignorar o esforço empreendido pelo Sindicato em busca de uma negociação justa para esses trabalhadores, além disso a entidade vem se empenhando, através do oferecimento de cursos de qualificação, para que esses trabalhadores retornem o quanto antes ao mercado de trabalho. Importante destacar também que o Sindicato tem trabalhado incansavelmente para buscar empresas interessadas em ocupar o parque industrial deixado pela Ford, gerando emprego e renda novamente à Camaçari e toda Região Metropolitana de Salvador. Para isso, mantém uma agenda de reuniões com empresários, políticos e diversas autoridades.