Volta às aulas: camaçarienses antecipam compra de materiais e opinam sobre os preços

Na última segunda (10), o governo autorizou as atividades letivas, de maneira 100% presencial, na rede pública e privada do estado da Bahia. Dessa forma, pais e responsáveis camaçarienses, assim como comerciantes do município, se preparam para a compra e venda de materiais escolares de 2022.

A expectativa de encontrar preços menores toma conta das famílias, que percorrem as ruas do centro de Camaçari na maratona de pesquisa de preços. Os itens de papelaria tiveram um aumento de pouco mais de 18% em Salvador e Região Metropolitana nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Moradora do município, Taila procurava opções acessíveis de materiais para sua filha e afirmou ter que pesquisar bastante para encontrar itens mais em conta. “Ano passado já estava caro, nesse ficou pior ainda”, desabafou. “Tem que pesquisar, pois está muito complicado”.

                                             Foto: Vilsana Almeida

Já Luíza, jovem que pesquisava os preços junto com sua avó, afirma ser um investimento necessário. “Estou achando bem caro, mas pelos estudos, vale a pena”, ressalta.

Driele, de 25 anos, declara estar em sua primeira experiência na compra de materiais escolares para sua filha. Enquanto confere a lista de itens cobrados pela escola, a mesma informa ter ficado surpresa com os preços.

Tive que rodar o centro, mas não temos muitas opções em Camaçari. Acabei comprando em uma papelaria onde encontrei tudo com preços mais em conta, mas não foi fácil. Tudo está bem mais caro do que imaginei”.

fgjhfphf´hgAna Beatriz, estudante do município, preferiu não rodar muito pela cidade e seguir a indicação de sua avó quanto ao local onde deveria fazer suas compras. Animada, ela afirma estar ligada nos preços, especialmente neste momento de volta às aulas. “No início de ano sempre estamos a procura de materiais, né?“, finaliza.

Queda nas vendas

O aumento de preços e a situação pandêmica atual refletem diretamente nas vendas. Lojistas precisam reinventar e se adequar ao perfil dos clientes em busca de um maior número de vendas. Para Anderson, administrador da livraria Novo Oriente, a busca por materiais escolares ainda está fraca, mesmo se comparada ao ano passado. Ainda assim, ele afirma estar preparado.

Já fizemos uma preparação para a volta as aulas, mas não tenho muitas expectativas como nos outros anos”, finaliza.

Eliana, da papelaria Central Informática, expressa muita expectativa quanto às vendas e relata ter notado um perfil diferente no público deste ano. “Estamos vendo uma mudança de cenário, o perfil dos clientes está diferente. Esse ano, eles estão vindo e fazendo pesquisas mais minuciosas”, declara.

Procon orienta os pais e estudantes

Na hora de ir às compras, é preciso ficar atento para não cometer erros e ter gastos desnecessários. Para auxiliar as famílias, o Procon dá dicas importantes: os materiais de uso coletivo, como papel higiênico e outros itens de higiene pessoal, por exemplo, não podem ser cobrados dos pais. Eles devem ser fornecidos pelo próprio estabelecimento, pois esses custos são incluídos nas mensalidades.

Algumas listas, segundo o Procon Estadual, estipulam que os produtos, ou certos itens, sejam comprados no próprio estabelecimento de ensino. Tal exigência é aceitável, esclarece o órgão, somente em relação ao material didático, caso este seja produzido pela escola. Outros tipos de exigências não são permitidas: compra de produto de uma marca específica e compra apenas num determinado local, quando o produto pode ser encontrado em qualquer loja.

O educador financeiro, Reinaldo Domingos, diz que o principal é tentar não se endividar. “Para quem tem filhos, esse é um dos maiores gastos do início do ano. Então, o primeiro passo é fazer um diagnóstico da vida financeira e não se endividar“, finalizou.