Incêndio em Camaçari foi causado por fogos de artifício, alerta Defesa Civil

Nesta semana será comemorado o São João, em 24 de junho, e, com isso, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Camaçari (Compdec) reforça para a população, os cuidados quanto ao uso de fogos de artifício, ao acender fogueiras e a proibição ambiental de soltar balões.

O coordenador da Compdec, Ivanaldo Soares, destacou o incêndio ocorrido no último domingo (19/6), que atingiu uma tubulação do canteiro de uma obra no Bairro Novo. “O incêndio assustou Camaçari toda e, justamente, foi por fogos de artifício. As pessoas jogando, direcionou para a vegetação e faltou pouco para não ter uma tragédia”, afirmou.

A fogueira é uma tradição no período e, ao acender no asfalto há a necessidade de colocar uma camada grossa de areia separando o revestimento da via das toras de madeira, para que não haja deformação do piso.

Já as ocorrências mais comuns no período junino são as queimaduras, decorrentes de acidentes com fogos de artifício. A orientação é de que seja observada classificação indicativa do grau de pólvora dos fogos, que variam de A até D, sendo a categoria A, aquela que oferece o menor grau de risco, e a D o maior, e são indicada nas embalagens.

Os fogos da classe A são aqueles de menor ou sem estampido, como estrelinhas, chuvinhas, traques de massa e possuem até 0,2g de pólvora em sua composição. Os da classe B, são os de estampidos e assobios, devem ser adquiridos por maiores de 16 anos, e possuem até 0,25g de pólvora. Os da classe C, como rojões e vulcões, só podem ser vendidos para maiores de 18 anos, e possuem de 0,25g a 6g de pólvora. Já o manuseio de fogos classe D é recomendado somente por pessoas habilitadas, dado o grau de perigo que oferecem, e possuem mais de 6g de pólvora em sua composição. Estes últimos são as peças pirotécnicas presas em armações, fogos com calibres maiores, salva de tiros e afins.

A Compdec alerta para que o manuseio de fogos da classe C em diante, por serem os que demandam mais atenção e cuidado, não aconteça próximo à fiação elétrica, muito próximo às residências ou mesmo embaixo de árvores e a pessoa que está manuseando direcione o fundo do artifício para uma direção que dê segurança a seu corpo. Para os da classe D, soma-se o cuidado de firmar a base do artefato de modo seguro, para que o mesmo não mude de posição durante sua queima, e atinja casas, pessoas, ou mesmo animais que estejam nas imediações.

Se mesmo com todos os cuidados acontecer um acidente, a orientação é que na situação de queimaduras a área seja lavada com água corrente e a vítima conduzida à unidade de saúde mais próxima. Em caso de mutilação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser imediatamente acionado pelo 192. A Defesa Civil orienta ainda, que nessas situações nunca se faça torniquetes ou similares com o objetivo de reduzir a circulação sanguínea, devido ao risco de gangrena, nesses casos, deve ser colocado um pano limpo por cima, pressionando levemente o ferimento.

A Defesa Civil pede a colaboração da população, para que não solte balões, principalmente por conta das industrias, o que intensifica o perigo. O ato é crime ambiental, previsto no artigo 42 da Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Segundo o dispositivo legal, a pena de detenção varia de um a três anos ou multa, ou ambas cumulativamente.

Órgãos como o Corpo de Bombeiros, acionado pelo 193, ou mesmo a Defesa Civil, disponível no tridígito 199, ou pelos números (71) 3622-7799, 3622-7755, ou 99981-4136, também estão qualificados para prestar atendimento e auxiliar na resolução do problema.