33 mil funcionários estaduais recebem abaixo do mínimo

Após mais uma rodada de negociações sem avanços entre representantes dos servidores estaduais e do Executivo, nesta segunda-feira (23), mais de 33 mil funcionários públicos do Estado continuam recebendo salários abaixo do mínimo, cujo reajuste de 8,8% foi concedido desde janeiro deste ano.

“Há 90 dias, praças da Polícia Militar, técnicos de nível médio e auxiliares recebem R$ 732. É uma situação vexatória e esse grupo acumula uma perda salarial de 63%. O Estado alega uma série de dificuldades, culpa a crise e não dá uma previsão de quando a situação será resolvida. Eles alegam que não terão como repassar o reajuste linear de forma integral”, afirma Marinalva Nunes, coordenadora da Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab).

Segundo Flávio Abreu, presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa da Bahia (Sindsalba), o funcionalismo público pode entrar com uma nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), caso as negociações não avancem. “As categorias já conversaram sobre essa questão da Adin contra o Estado como fizemos em 2013 e 2014. Com esses atrasos, o servidor perde metade do seu salário”, argumenta ele.

Na mesa de negociações com as secretarias estaduais de Administração (Saeb) e de Relações Institucionais (Serin) estão os reajustes de 8,8% para recomposição do salário mínimo e de 6,4% (inflação 2014) linear retroativo à data-base para toda a categoria, além do pagamento do piso nacional para professores, entre outras reivindicações.

De acordo a coordenadora da Fetrab, a possibilidade de greve no funcionalismo público não está descartada. Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima quinta-feira (26). “A expectativa é de que a gente chegue a um consenso. Orientamos às categorias para que realizem assembleias e a Federação já divulgou um calendário de atividades”, explica Marinalva Nunes.

Além da coordenadora da Fetrab e de representantes das categorias, participaram da reunião os titulares da Saeb, Etelvino Góes, e da Serin, Josias Gomes, o superintendente de RH da Saeb, Adriano Tambone, e o chefe de gabinete da Serin, Martiniano Costa.

Fonte: Tribuna da Bahia