quarta-feira, 20 maio 2026

Cerveja de morango feita na Bahia: conheça o criador

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Da produção em uma panela no fogão de casa em 2015 por puro hobby aos atuais quatro mil litros mensais fabricados na própria cervejaria artesanal, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

Essa foi a trajetória que rendeu ao mestre cervejeiro que nasceu em Fortaleza e chegou à capital baiana com um mês de vida, Rubens Soares, de 44 anos, três prêmios para as receitas de cerveja que cria. Uma delas, que leva morango, é medalha de ouro na World Beer Awards, sendo considerada a melhor do mundo do estilo brasileiro catharina sour.

O estilo foi criado em Santa Catarina e tem a adição de fruta como quesito obrigatório, assim como a fruit beer, cuja criação com cajá ganhou medalha de prata na Copa Cervejeira etapa Nordeste realizada na última semana em Lauro de Freitas. Cumprindo as regras, o céu é o limite para as apostas de sabores e um aplicativo ajuda o registro das receitas e o controle de produção.

Mas a queridinha de Rubens é a ganhadora da medalha de prata no World Beer Awards: a American IPA. “Ela conquista o coração dos cervejeiros, inclusive o meu. É mais amarga e cítrica, com uma mistura de aroma e sabor de maracujá e manga e ainda um teor alcoólico maior, de 6,5%”, diz o especialista.

Capacitação de um mestre cervejeiro

Para alcançar os conhecimentos necessários para gerir os 23 colaboradores da Artmalte, Rubens, além de ter cursado Direito e Administração em Salvador, fez um curso de Tecnologia Cervejeira em Santa Catarina, um curso de sommelier em São Paulo e diversos minicursos sobre malte, lúpulo e água.

A Artmalte também foi selecionada, juntamente com outras quatro cervejarias artesanais baianas, para participar do Aprimore, programa da Ambev e do Sebrae que oferece consultoria.

As capacitações, no entanto, não o impedem de separar bem o lado profissional e pessoal. É claro que ele adora beber uma cervejinha, mas só quando está fora do trabalho e nada de assumir o papel de “cervejeiro chato” quando está com os amigos. “Se eu chego em uma mesa de bar, vou beber o que o pessoal estiver bebendo, sem problema nenhum”, diz.

Cerveja no lazer

Ele também não faz questão de seguir à risca o ritual de degustação. Se tiver um copo limpo, já está valendo, só defende a temperatura adequada. “A cerveja não pode estar tão gelada, tem que ser uma temperatura de geladeira. Criaram na nossa cabeça a necessidade de beber a cerveja estupidamente gelada, mas isso é para disfarçar o sabor de um produto ruim”, coloca.

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