A delegada Aymara Bandeira, titular da 33ª Delegacia (Monte Gordo), que investiga a morte de quatro pessoas – três homens e uma adolescente – na madrugada desta quinta-feira (7) na localidade de Açu da Torre, em Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador, disse que todas as vítimas tinham envolvimento com o tráfico de drogas.
Três deles – os três homens – já tinham inclusive passagens por delegacias por conta do tráfico. Pedro Henrique de Lucena Mergulhão, 21 anos, natural de Pernambuco, já responde lá a um inquérito por tráfico de drogas. Já Landerson Costa dos Santos, 20, e Ramon Pereira Calmon de Filgueiras, 25, ambos de Arembepe, distrito de Camaçari, já tinham passagens por tráfico. A namorada de Ramon, a adolescente Gesiane Santos Souza, 15, que também era de Arembepe, tinha envolvimento com o crime, segundo a delegada Aymara.
Os corpos dos quatro foram encontrados pela polícia na madrugada desta quinta-feira dentro do sobrado onde moravam, em Açu da Torre. Segundo a delegada, a casa tinha sido alugada há três meses para Ramon e Gesiane. Pedro Henrique e Landerson chegaram lá há um semana. “O dono da casa disse que tinha alugado para o casal e que nunca tinha suspeitado de nada”, disse Aymara.
Uma quinta pessoa ficou ferida e também já foi identificada pela polícia, mas não teve o nome revelado para não atrapalhar as investigações. É uma mulher, que foi vista por vizinhos fugindo pelo telhado da casa depois de ter sido baleada nas nádegas. “Ela não tem passagem, mas tem uma irmã que está presa. Ela é de Praia do Forte”, afirmou a delegada. A mulher ainda não foi localizada.
O grupo foi surpreendido por volta das 0h por quatro homens que chegaram à casa armados em um veículo Gol preto. Todos usavam coletes balísticos, de acordo com a delegada. Ela ainda não sabe se os homens tinham envolvimento com o tráfico ou se eram de grupos rivais. Também não há informações sobre a possível venda de drogas por parte do grupo em Praia do Forte.
A delegada disse não ter a confirmação de que Gesiane Santos Souza estivesse grávida. Uma vizinha, que não quis se identificar, contou ter ouvido a mulher gritar que estava grávida antes de ser executada com tiros na cabeça. Aymara Bandeira também disse não saber quem é Valéria Lima. A mesma vizinha contou ter encontrado na casa um documento de identidade com este nome. Seria uma jovem de 18 anos, nascida em Feira de Santana.
Fonte: Correio


