sexta-feira, 01 maio 2026

Pai de menina encontrada morta em Rolândia confessa que ocultou corpo da filha

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O corpo da menina de 11 anos que estava desaparecida em Rolândia, no norte do Paraná, foi encontrado na tarde deste domingo dia 28. A informação foi confirmada pela própria mãe dela, Jéssica Pires, em uma postagem em uma rede social.

A criança Eduarda Shigematsu desapareceu na quarta dia 24. De acordo com o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), a criança foi para a escola de manhã, voltou para casa, deixou a mochila no sofá e não foi mais vista.

No depoimento, na tarde de domingo (28), ele disse que teve essa atitude porque encontrou a menina enforcada no quarto dela. O homem está preso.

“Ele confessou a ocultação do crime. Disse que no dia dos fatos encontrou a menina enforcada com uma corda. Ao ver a filha morta, se desesperou, amarrou o corpo, colocou dentro de um veículo preto e levou até essa casa que estava abandonada. No local, já existia um buraco por causa de uma fossa, então ele colocou o corpo nesse local, fechou com cimento e foi embora. Ele ficou aproximadamente 20 minutos na casa”, detalhou o delegado Ricardo Jorge.

O corpo foi encontrado enterrado nos fundos de uma casa após uma denúncia anônima ser feita à Polícia Militar. Ricardo Seidi, pai de Eduarda, confessou ser o autor da morte da filha. O corpo da criança foi encontrado com as mãos e os pés amarrados nos fundos da casa dele, na rua Manoel Carreira Bernardino, em Rolândia.

Preliminarmente, a garota pode ter sido morta por meio de asfixia, mas um laudo detalhado do IML vai apurar se também não houve abuso sexual.

O pai tinha a guarda da criança, que também sempre visitava a casa da mãe, que era separada de Ricardo. O homem foi preso no local.

Contradições

No dia seguinte, a avó de Eduarda, que tinha a guarda da menina, registrou um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento. Ricardo ainda postou uma mensagem em uma rede social pedindo informações da filha. A mãe de Eduarda mora em São Paulo.

“O boletim foi feito de forma falsa, eles [avó e pai] já sabiam que a menina estava morta. A avó se contradisse em vários momentos durante o depoimento”, pontuou o delegado.

O corpo da menina foi enterrado na manhã desta segunda-feira (29), no Cemitério Municipal de Rolândia. A família optou por não fazer velório, apenas uma oração.

Colegas de escola da menina foram dispensados das aulas e participaram do enterro.

Jessica Pires, mãe de Eduarda Shigematsu, gravou um áudio relatando sua relação com a filha e falando sobre Ricardo Seidi, suspeito de ter matado a filha. Segundo ela, o pai nunca teve uma boa relação com a filha e afirmava que não queria ter tido Eduarda e afirmava isso constantemente.

A mãe explicou que o pai e a avó paterna, Terezinha, haviam entrado na justiça pedindo a guarda da criança, com o argumento de que tinham melhores condições financeiras para criar a menina. A guarda foi concedida pela justiça para a avó, quando Eduarda tinha apenas 4 anos. Terezinha e a menina moravam em uma casa no fundo do quintal da casa de Ricardo. A família possui bens e propriedades.

No áudio, Jessica também relata que o pai entrava em contato com ela para contar o que a filha estava fazendo e pedia bastante para que ela conversasse com a criança, porque sabia que ela seria ouvida. A relação de mãe e filha era bem próxima e Eduarda fazia confidências a Jessica, segundo ela.

Fonte: 24 horas.com

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