Banco do Nordeste investirá R$ 7 bi na Bahia este ano

Na manhã de ontem, 16, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Nelson Souza, participou do Seminário Estadual de Reinvestimento, que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Durante o evento – que também contou com o 1° vice-presidente da Fieb, Carlos Gantois, além de outros representantes do BNB e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) –, o presidente explanou sobre as conquistas da instituição frente a outras instituições bancárias, e comentou os desafios para este ano.A instituição investirá R$ 7 bilhões na Bahia este ano.

“Acho que o primeiro passo foi estabelecer um planejamento estratégico para direcionar o banco. Definimos uma nova missão de fomentar o desenvolvimento regional de forma sustentável, passando metas claríssimas, com o papel de cada funcionário, nesse projeto. Logicamente que destacaria a valorização das competências humanas, a desburocratização do crédito, o sistema eficaz de cobrança, além de um planejamento orçamentário e preocupação com o bom atendimento ao cliente”, avaliou Souza.

Em 2014, o Banco do Nordeste pode ser encarado como a instituição bancária do ano. A instituição foi destacada como uma das 500 maiores empresas do mundo, segundo o levanto do instituto inglês, The Bank, estando entre as oito maiores instituições brasileiras, com crescimento de 16%, em apenas um ano, ficando agora na 314ª posição, e ganhando 21 posições no período de um ano – registrando o maior percentual entre os representantes nacionais da lista. Outro valor destacado pelo presidente foi a valorização dos funcionários, que garante também o êxito no atendimento ao cliente.

Em relação ao balanço social, o BNB aplicou R$ 7,1 bilhões no Crediamigo – programa que facilita o acesso ao crédito a milhares de empreendedores de setores formais e informais – e mais R$ 1,53 bilhão no Agroamigo – projeto que propõe a melhorar o perfil social e econômico do agricultor familiar, e que já se tornou o principal programa de micro-finança rural da América do Sul. Já no balanço financeiro, o banco teve seu melhor resultado de todos os seus 62 anos de atividade, com o maior lucro líquido financeiro, orçados em R$ 747 milhões, oriundos de suas operações normais, sem acrescentar o crédito tributário – valor 67% superior ao de 2013.

Além disso, o lucro operacional da instituição foi de R$ 1,132 bilhão. Em relação à crise econômica pela qual passa o país atualmente, Nelson Souza explica que o banco já vem trabalhando com a austeridade desde 2012, pulverizando o crédito e expandindo o número de clientes – que hoje somam mais de 5 milhões de usuários em toda região –, e continua a emprestar com solidez.

“Significa dizer que estamos emprestando, mas na mesma medida e rigor com a qual estamos cobrando o retorno desses recursos. Por isso acreditamos que vamos continuar a fomentar a economia do nordeste em 2015, com esse novo investimento de R$ 27,2 bilhões. Ou seja, nós nos preparamos para este cenário”, relatou o presidente do BNB, ao explicar que a instituição não se deixou afetar pela recessão.

Para o ano vigente é esperado um novo crescimento, através do investimento de 27 bilhões – dos quais 22% desse montante é destinado à Bahia. “Nós aplicamos R$ 5 bilhões aqui em 2014. Este ano serão R$ 7 bilhões, mas se houverem bons projetos, esse valor pode aumentar. Estamos otimistas. Sabemos que é um movimento anticíclico, mas estamos fazendo isso com muito cuidado e responsabilidade, levando em conta que estamos trabalhando com recursos públicos”, salientou.

Além disso, o banco dobrou de tamanho, se comparado com o mesmo período de 2012. “Naquele ano eram 187 agências em toda a região. Hoje são 338. Na Bahia eram 37 escritórios espalhados pela capital e pelo interior, neste mesmo período. Mas até o final desse primeiro semestre serão 65”, colocou o presidente, que valorizou a variedade dos investimentos feitos pelo banco neste período, que consegue compartilhar as atenções com o micro-empreendedor rural, assim como as grandes aplicações industriais, a exemplo da fábrica automobilística da Fiat, em Pernambuco.

A estimativa para este ano é que 300 mil novos clientes de micro-finança e pessoa física sejam atendidos pela instituição em toda região. Contudo, crescer com responsabilidade, ainda é o principal foco de trabalho do banco. “Não descuidaremos da cobrança em nenhum momento”, o diretor destacou ao comentar que em 2013, a empresa recuperou R$ 2.475.000 em empréstimos, enquanto que em 2014, foram R$ 2.411.000. “São detalhes simples, e que muitas vezes não são feitas em prol das questões mais complexas de uma empresa. Pois, nesses últimos anos, estamos priorizando os detalhes mais simples. Estamos com bases sólidas.

Fonte: Tribuna da Bahia