Definitivamente, as eleições 2016 devem ser diferentes de todas as outras. A princípio, devido ao profundo desgaste da imagem dos políticos, devido aos escândalos que assolam o país, relacionados à operação Lava Jato.

Agora, o eleitor está mais desconfiado, visivelmente cansado dos conchavos, da corrupção, dos discursos vazios e das famosas práticas da velha política. O povo começa a abrir os olhos para os políticos que não atendem às demandas atuais da sociedade. Outro ponto que deve ser levado em considerações nas eleições de outubro, são as novas regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na reforma política, considerada por muitos como minirreforma.
Dessa vez, as empresas não poderão doar para candidatos ou partidos, apenas pessoas físicas ficam livres para donativos. Um limite de gastos também foi determinado, ficado da seguinte forma: o teto para cargos majoritários é de até 50% do maior gasto declarado no primeiro turno de 2012 e de 30%, no segundo turno. Nas cidades onde há previsão de apenas um turno, o teto é 70%.
Dentre as alterações, a mudança mais perceptível para o eleitor é a redução no período de campanha que caiu pela metade, sendo reduzido de 90 para 45 dias.
Sem chances para erros
Com campanhas mais enxutas, os candidatos precisam chegar no período de campanha bem afinados e mostrar de cara a sua força. Não existirá tempo para reconstrução.
Com a nova realidade, sai na frente quem estiver mais preparado, tiver melhores estratégias de comunicação e conseguir convencer sobre suas propostas. Não é tempo de xingamentos e desqualificações, é hora de mostrar qualidade e projetos contundentes, oriundo de um legítimo representante do povo.
Por: Fabiana Monte

