terça-feira, 26 maio 2026

Dia Mundial do Chocolate: especialistas alertam para consumo moderado

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Apreciado e consumido no mundo inteiro, o chocolate já faz parte do dia-a-dia dos brasileiros há muito tempo. De acordo com uma estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo em 2019 no Brasil foi de 749 mil toneladas de chocolate. Com tanto destaque, o produto ganha seu próprio Dia Mundial, celebrado nesta terça-feira, 7.

A data marca a chegada do chocolate à Europa, ainda no século 15. Contudo, existem relatos de que, na realidade, os Maias e os Astecas foram os pioneiros no cultivo do cacau, matéria-prima que dá origem à iguaria.

Independente da sua origem, trata-se de um elemento importante para a economia brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o país ocupa a sétima posição na produção mundial de cacau, movimentando R$ 20 bilhões no território nacional.

Incluída neste mercado, a gerente da Casa Bauducco em Salvador, Maíra Sanches, mantém a venda de chocolate como única fonte de renda.

Maíra inaugurou a Casa Bauducco em setembro de 2019, no Shopping da Bahia, sendo a primeira franquia do Nordeste. Segundo a gerente do estabelecimento, a variedade de possibilidades e o prazer que as pessoas têm pelo chocolate fazem com que a venda de produtos derivados do cacau seja considerada um bom negócio.

“Desde 2019, vendemos diversos produtos que são feitos com chocolate. Fatia de chocotone com gotas de chocolate, brownie, pão de mel, palmier coberto com chocolate, biscoitos amanteigados com chocolate e o chocolate quente com avelã, sucesso da casa”, comenta Maíra.

Porém, o chocolate também se mostra um produto que pode se tornar uma fonte de renda para os pequenos empreendedores, que produzem e vendem nas suas casas. Como o caso de Camile Issa, dona da Issa Chocolates. Camile vende diversos tipos de chocolates, tanto para Salvador quanto para região metropolitana, e começou a empresa ao perceber que outras pessoas tinham a mesma paixão pela iguaria.

“Sou chocólatra, apaixonada demais por um docinho, e minha primeira experiência foi fazendo para consumo próprio. Após algum tempo, e com a aprovação da minha família, passei a vender”, explica Camile.

Segundo a dona do Issa Chocolates, mesmo vendendo durante todo o ano, a Páscoa ainda é o período em que as vendas aumentam, fato que ocorreu mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

Excesso e saúde

Apesar de ter diversos benefícios para saúde, o consumo do chocolate, se feito em excesso, pode trazer, também, diversos malefícios. Isso faz com que os chocólatras, como são conhecidos os apaixonados por chocolate, precisem ficar atentos à quantidade do produto que consomem e quais estão consumindo.

A chocólatra Cleane Lima é uma dessas pessoas que não conseguem controlar a quantidade ou o tipo de chocolate que está comendo. Em conversa com o Portal A TARDE, ela afirma que a primeira experiência com o derivado do cacau foi na infância, quando acordava de madrugada escondida para comer os chocolates que o irmão vendia.

“Eu cheguei a apanhar por causa disso. Meu irmão era ambulante e, uma vez, comi quase todos os chocolates da caixa que ele vendia. Não consigo me controlar, ou como tudo ou não como”, diz.

Além disso, Cleane também alega não se controlar com o tipo de chocolate. “Tem momentos que eu exagero. Por exemplo, tem chocolates que não são feitos para comer direto, como a barra para derreter. Eu comprei uma vez essas barras para derreter e fazer cobertura e não aguentei e comi vários pedaços direto na barra”, confessou a chocólatra.

Segundo o médico, pós-graduado em Nutrologia, Fellipe Guimarães, existe chocolate menos saudável e mais saudável, principalmente quando se observa a quantidade de açúcares e gordura vegetal hidrogenada.

Fellipe também alerta para a necessidade de saber a origem do produto, porque podem existir outras questões perigosas para a saúde.

“Além do açúcar e gordura vegetal, algumas empresas conseguem sujar mais ainda o chocolate colocando muitos conservantes, realçadores de sabor, enfim, aditivos industriais. O ideal é a gente fugir o máximo possível disso”, adverte o médico.

Fellipe destaca que estes produtos industrializados podem afetar o intestino e causar outros problemas. “Eles podem gerar agressão ao intestino. Esta agressão desvia também a atenção do sistema imunológico para este intestino, para se defender das coisas estranhas presentes no chocolate, fazendo que o sistema imune fique hiperreativo”, explica.

A nutricionista das Clínicas Clivale, Izabela Dias, aponta que para ser considerado um chocolate de boa qualidade é preciso que se verifique a concentração do cacau no produto, sempre priorizando o consumo de chocolates acima de 70%.

“Um chocolate de boa qualidade tem na sua composição apenas o cacau, manteiga do cacau e, a depender da porcentagem, a adição de açúcar”, comenta Izabela.

A nutricionista também destaca que não basta olhar apenas uma composição dos produtos, mas várias. Para isso, ela exemplifica com o chocolate branco. “O chocolate branco é produzido a partir da manteiga do cacau, mas é riquíssimo em açúcar e gorduras ruins”, completa.

Fonte -A Tarde

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