Moradores de Camaçari realizaram, na manhã desta sexta-feira (8), um protesto em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Nova Aliança para mostrar a insatisfação da comunidade quanto à greve dos médicos das unidades.
Eles queimaram pneus e outros materiais em frente à unidade médica, bloqueando a passagem de veículos na Avenida Acajutiba, que liga os bairros da Gleba C e Phocs. O movimento foi pacífico, mas a polícia militar compareceu ao local para manter a ordem.
A manifestação foi organizada por líderes comunitários das associações dos Phocs e Conselho Comunitário da Gleba C, comunidades atendidas pela UPA da Nova Aliança. Após o protesto, os líderes se dirigiram à Secretaria de Saúde para conversar com o secretário Washington Couto sobre o andamento da paralisação.
A greve dos médicos das UPAs de Camaçari já está em seu 16º dia. Os profissionais reivindicam melhoria nas condições de trabalho. Além dos médicos da unidade da Nova Aliança, também suspenderam as atividades os profissionais das UPAs de Arembepe, Monte Gordo e Vila de Abrantes. Somente os médicos da UPA Gravatá/Gleba A estão com as atividades normais.
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, mesmo depois de a Justiça ter considerado o movimento ilegal, o Sindmed (Sindicato dos Médicos da Bahia) continua apoiando a paralisação. Por isso, a Sesau (Secretaria da Saúde) vai denunciar a entidade ao Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia). A base de argumentação da denúncia é de que o exercício da medicina deve estar voltado, acima de tudo, para a preservação da vida. A Sesau entende que este princípio sagrado não tem sido observado, porque a Secretaria firmou compromisso com o Sindicato para atender as reivindicações dos grevistas, mas mesmo assim a paralisação foi mantida, colocando em risco a vida de cerca de 200 mil pessoas que vivem e trabalham no Município. Ainda de acordo com a assessoria, o movimento foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que estabeleceu multa diária de R$ 50 mil, porém os médicos, em assembleia realizada na última segunda-feira (04/01), decidiram manter a paralisação.
Fernanda Melo / Redação Nossa Metrópole





