Está marcado para as 17h desta quarta-feira, 17, o sepultamento de Márcio Neri dos Santos, de 35 anos, morto durante a Operação Carga Pesada, realizada pela Polícia Federal (PF) nesta terça, 16.
A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no tórax quando os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão no imóvel em que estava, no bairro de Pau da Lima.

O corpo de Márcio ainda está no Instituto Médico Legal (IML), onde passa por uma necropsia para ser liberado em seguida. O rapaz chegou a ser levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) mas, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade médica.
Em nota, a PF informou que está apurando a ação que culminou na morte de Márcio, que não era investigado pelo órgão. “A Polícia Federal adotou as providências para completo esclarecimento, a apreensão da arma, a identificação da equipe, a realização dos exames periciais”, informou.
Ainda segundo a PF, o motorista estava armado na porta do apartamento do prédio onde a polícia foi cumprir os mandados. Márcio teria se escondido quando viu a polícia, mesmo recebendo a ordem de largar a arma. Os policiais o seguiram para dentro do apartamento e voltaram a repetir a ordem de que soltasse a arma, mas ele a manteve empunhada. Os agentes então atiraram por se sentirem ameaçados.
A família da vítima nega essa versão. A irmã de Márcio, Daiana Neri, disse que a vítima não tinha arma e não era envolvido com o crime. “Essa arma foi plantada pelos policiais depois da ação desastrosa. Meu irmão morava no apartamento 04 e a pessoa que eles procuravam era do 104. Isso tem que ser apurado”, disse Daiana.
A operação da PF investigava uma quadrilha que desviava mercadorias do Porto de Aratu. A ação prendeu 16 pessoas na Bahia e em Minas Gerais.
Entre os detidos estão o ex-presidente da Cooperativa Mista dos Caminhoneiros Autônomos da Bahia, Cleber Herculano de Jesus, e o atual gestor da entidade, Alex Almeida Ferreira. Cleber é apontado como o líder da organização criminosa.
A Justiça emitiu 24 mandados de prisão, mas apenas 16 foram cumpridos. Uma pessoa também foi presa em flagrante por ter sido encontrada em posse de uma arma. Além disto, foram emitidos 27 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva.
Fonte: A Tarde

