Abril é indiscutivelmente um mês de suma importância para a literatura infantil brasileira. Especificamente no dia 18, comemora-se o nascimento de Monteiro Lobato, data em que foi instituída o Dia do Livro Infantil.
Monteiro Lobato foi o pai de obras e personagens que marcaram a infância de várias gerações, como a Emília, Narizinho, Visconde de Sabugosa e tantos outros personagens antológicos que viviam no “Sítio de Pica-pau Amarelo”.
Por isso, a Nossa Metrópole não poderia deixar de homenagear esse educador e escritor que, entre tantas outras atuações marcantes, deixou a mensagem: “Um país se faz com homens e livros”.
Ele estava certíssimo. Não é à toa que pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: aprende mais rápido, pronuncia melhor as palavras e se comunica muito bem. “Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores”, diz Márcia Tim, professora de literatura.
A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.
Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.
Como escolher um livro para meu filho?
Livros com temas atraentes e linguagem adequada para cada idade são garantia de diversão. “Para conquistar os pequenos leitores, é preciso recomendar livros pelos quais eles se interessem. Tomando o cuidado, claro, de escolher obras que proponham algum tipo de reflexão e que sejam bem escritas”, diz a professora Ana Elvira.
Cuidado para não forçar a barra – nunca obrigue a leitura nem indique obras impróprias para a sua faixa etária. “Se começarmos exigindo que eles leiam livros mais sérios e pesados, podemos perder o leitor”, completa a professora.
Respeite o ritmo do seu filho
Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. “É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências”, afirma Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Uesb.
Incentive a leitura antes de dormir
Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir.
Não pare de ler para ele
Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante.
Por Fabiana Monte


