terça-feira, 26 maio 2026

MEC corta 30% do orçamento anual da Ufba; reitor se pronuncia

- Publicidade -
Banner Boulevard

O Ministério da Educação (MEC) vai cortar 30% do orçamento anual da Universidade Federal da Bahia (Ufba), por não apresentar, segundo o ministro Abraham Weintraub, o ‘desempenho acadêmico esperado’ e promover ‘balbúrdia’ em seus campi. Em entrevista, o reitor da Ufba, professor João Carlos Sales, confirmou que o bloqueio foi feito no orçamento da instituição.

Segundo o reitor, a instituição estranhou o fato de estar na lista de cortes. “Primeiro que não concordamos com isso de ‘confusão’ no campus, porque a faculdade é o lugar de produção do conhecimento, de pesquisa, de extensão, de democracia, de liberdade de expressão e de discussão cuidadosa de assuntos relevantes para a sociedade. Segundo, que nossos indicadores acadêmicos têm crescido e melhorado significativamente nos últimos anos”, ressalta João Carlos Sales.

Professor João Carlos Sales é o reitor da Ufba.

Em relação a queda de desempenho citada por Abraham Weintraub, o ranking da publicação britânica Times Higher Education (THE) mostra a Ufba, junto com a UnB, como as universidades com melhor avaliação na última edição.

Na classificação de melhores instituições da América Latina, a universidade baiana passou da 71ª para a 30ª colocação em 2018. Já a Universidade de Brasília passou da 19ª para a 16ª. As duas universidades também apareceram entre as 400 melhores instituições no mundo nos cursos da área de saúde. No ranking, a UFF se manteve no 45º lugar.

Além da Ufba, a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) também sofrerão os cortes. De acordo com o MEC, as três universidades tiveram 30% das suas dotações orçamentárias anuais bloqueadas, medida que entrou em vigor na semana passada.O anúncio do corte foi feito pelo ministro e publicado pelo jornal Folha de São Paulo.

Segundo Weintraub, as universidades estariam permitido a realização, em suas instalações, de eventos políticos, manifestações partidárias ou festas consideradas inadequadas ao ambiente universitário.

“A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse o ministro, que considera a situação uma ‘bagunça’: “Sem-terra dentro do campus, gente pelada dentro do campus”, completou.

A medida entrou em vigor na semana passada. Os cortes do MEC atingem as despesas discricionárias, que são destinadas a arcar com os custos dos gastos como água, luz, limpeza, bolsas de auxílio a estudantes, etc. Já os recursos destinados ao pagamento de funcionários são obrigatórios e não podem ser reduzidos.

O professor João Carlos também informou que a Ufba está analisando o caso para tomar as medidas cabíveis.

Fonte: A Tarde

Compartilhar:

Destaques

Mais Notícias
Notícias

Taxa do medo: comerciantes denunciam cobrança ilegal de até R$ 400 por semana

Nem aluguel, nem imposto: o valor exigido pelo tráfico...

Fiscalização encontra problemas sanitários em canteiro da BYD em Camaçari

Banheiros químicos em condições precárias, alimentação transportada sem refrigeração,...

Antes de morrer, Gabriel Ganley já havia relato mal-estar e ‘confusão mental’ após uso de insulina

A investigação sobre a morte do fisiculturista e influenciador digital...