Na manhã desta segunda-feira (11) um grupo de moradores voltou a realizar protestos nas ruas de Dias D’Ávila, por não serem contemplados com os imóveis da 5ª etapa do programa do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida.
Centenas de pessoas saíram da prefeitura, seguiram em direção à Praça ACM e de lá partiram para a Vila Petrópolis, com gritos de ordem que diziam ” Fora Jussara”. Os moradores estão inconformados por não terem sido beneficiados com as casas de moradia popular, mesmo atendendo aos critérios exigidos e alegam que muitos contemplados não necessitam, pois possuem imóveis.
Moradores enviaram fotos ao whatsapp do Mais Região no inicio desta manhã, mostrando uma fila imensa que se formou numa extensão da Secretaria de Ação Social, localizada em frente à rodoviária. Eles foram orientados a irem ao local para saberem os motivos de terem seus dossiês reprovados pela Caixa Econômica Federal.
Os manifestantes se concentram no mesmo local onde aconteceu o protesto que pedia justiça para a morte do garoto de 6 anos. Eles bloquearam o acesso da pista principal da Vila Petrópolis e atearam fogo em papelões e pneus.
Em redes sociais, diversos cidadãos também informaram que devido ao aglomerado de pessoas que se formou na Praça dos Três Poderes, a prefeitura foi fechada e os servidores estariam acessando pelo estacionamento privativo.
Na última terça-feira (05), um grupo também se formou em frente à prefeitura e protestou pedindo decisão sobre os imóveis, no entanto ninguém chegou a ser recebido pela prefeita do município, Jussara Márcia (PT). As 863 unidades dos Residenciais do Parque 3, 4 e 5, e 486 do Condomínio Recanto dos Pássaros, já foram sorteadas e os contemplados aguardam a data para receber as chaves.
Os apartamentos são destinados às famílias de baixa renda, de até R$ 1,6 mil. É obrigação dos municípios reservar 3% das unidades habitacionais para atendimento aos idosos, direito que foi garantido por meio do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). Para pessoas com deficiência, caso não haja percentual superior estabelecido em legislação municipal ou estadual, também terão 3% da cota do programa.
Fonte: Mais Região