Mulheres sempre tiveram um papel proeminente na música pop, mas desde o início do século 21 a produção musical feminina vem ganhando uma dominância para além de poucas vocalistas que conseguiam se destacar entre bandas de rock e MCs de rap.
A última década consolidou a criação feminina como crucial para o atual cenário e, mesmo com vocalistas ainda dominando o cenário – e com muito mais presença que artistas homens -, é cada vez maior o número de produtoras e instrumentistas que conseguem se estabelecer sem precisar de chancela ou tutela masculina.
No topo desta cadeia, nomes como Adele, Billie Eilish, Lorde, Lana Del Rey, Taylor Swift e Olivia Rodrigo surgem como as grandes artistas de 2021, mas este novo momento vai muito além das campeãs de público e crítica, que ainda seguem como bons termômetros.
Taylor Swift não deixou barato. Além de seguir vendendo bem os dois discos que lançou em 2020 (os introspectivos “Folklore” e “Evermore”), Taylor começou uma ousada operação depois que não conseguiu retomar as fitas masters, portanto, a propriedade, de seus seis primeiros discos, lançados pela gravadora norte-americana Big Machine.
Ela resolveu peitar os donos de seus discos originais de frente e começou um processo de regravação de seus seis primeiros álbuns, lançando, em 2021, as novas versões para “Fearless” (originalmente lançado em 2008) e “Red”, o disco que lhe transformou, em 2012, em uma popstar para além da country music, seu território musical de nascença. Só este último disco vendeu mais de um milhão de cópias em uma semana – um feito impressionante para um trabalho que já havia sido lançado.
A inglesa Adele, que lançou seu aguardado “30”, veio logo em seguida, fazendo seu arrebatador quarto álbum vender quase um milhão de discos no mundo todo apenas na primeira semana de lançamento – incluindo discos físicos e versões digitais.
No lado da crítica, dois dos principais veículos norte-americanos, a decana revista “Rolling Stone” e o respeitado site “Pitchfork” elegeram mulheres como autoras de seus discos do ano. A revista escolheu o disco de estreia da cantora teen Olivia Rodrigo, “Sour” (que ultrapassou os dois milhões de discos vendidos em todo o ano), enquanto o site escolheu o quarto disco da cantora Jazmine Sullivan, o impressionante “Heaux Tales”.
Fonte: CNN



