sexta-feira, 01 maio 2026

Muitas escolas em Salvador não voltam com ensino presencial

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As aulas presenciais podem voltar em Salvador a partir de hoje, mas pelo menos 15 colégios particulares da capital baiana optaram por manter os estudantes em casa. Algumas das escolas que decidiram esperar, inclusive, só voltarão depois do São João, como a Escola Nova Era, no bairro de Roma, e o Colégio Cevilha, em Itapuã.

A autorização para o retorno foi dada pela prefeitura, que liberou a volta das aulas semipresenciais quando as taxas de ocupação em UTI ficassem por cinco dias abaixo de 75% (relembre aqui). Cerca de 80% dos professores acima de 40 anos já tomaram a primeira dose da vacina, segundo a gestão. Mesmo assim, escolas decidiram consultar pais de alunos sobre o retorno e a resposta deles foi a principal razão para que as instituições decidissem manter o ensino remoto um pouco mais.

Foi o que aconteceu no Colégio Nossa Senhora do Resgate, que tem unidades em Brotas, Cabula e São Lázaro, e com o Colégio Cevilha. Além deles, outros 12 não voltarão hoje: Colégio Adventista, Sacramentinas, Salesiano, Vitória Régia, Colégio Lince, Colégio São José, Lua Nova, Dom Bosco, Pirlilim, Colégio Logo, Escola Gênesis e Educandário Pedacinho do Céu.

Pires ainda diz que a instituição acatou uma decisão do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), tomada em assembleia na última semana. Dos 500 professores de escolas particulares que se reuniram, 98% disseram que não iriam voltar. Além disso, apenas um terço dos professores e funcionários do colégio recebeu a primeira dose da vacina.

“A escola está toda organizada para receber os alunos e trabalhar com o ensino híbrido, mas a gente preferiu aguardar mais um pouco, porque queremos que nossos profissionais voltem a trabalhar com tranquilidade”, diz.

Os profissionais que têm algum tipo de comorbidade, mesmo vacinados, não voltariam neste primeiro momento. Mais de 300 funcionários, entre professores e auxiliares, integram o quadro. Na última semana, foram promovidos três dias de acolhimento, para que a comunidade escolar tivesse acesso às mudanças e aos protocolos sanitários.

Insegurança 
No Colégio Cevilha, em Itapuã, foram 62,4% dos pais que não quiserem colocar seus filhos de volta na escola. Mesmo antes dessa pesquisa, a decisão já estava bastante encaminhada. “A gente fez a enquete, mas já tínhamos sentado em reuniões para analisar vários aspectos e nossa ideia era retornar após o recesso junino”, relata a coordenadora da educação infantil do Cevilha, Jordânia Santos.

A Escola Nova Era, no bairro de Roma, também só volta no segundo semestre.

A Escola Lua Nova, na Pituba, ainda está indecisa em relação à data de retorno. Mas já sabe que não volta hoje. “Seria ótimo, para as crianças, poder voltar o mais cedo possível. Mas, isso implica muitos aspectos, porque precisa ter uma segurança para todos, e não só do protocolo sanitário”, pondera a diretora pedagógica, Walkyria Rodamilane.

A ideia é abrir a escola para visitação nestas primeiras semanas, para ir acostumando os alunos e dar segurança aos professores e funcionários, que somam cerca de 80 pessoas. Metade deles foi vacinada. O Colégio Adventista de Salvador (CAS) também optou por manter o ensino remoto. “Já estamos finalizando o II bimestre letivo. Sendo assim, informamos que daremos continuidade ao ensino remoto para não interferir no andamento do processo de ensino e aprendizagem dos nossos alunos”, esclarece.

Apesar dessas decisões, essas escolas não são maioria. O porta-voz do Grupo pela Valorização da Educação (GVE), Wilson Abdon, alega que a maior parte das mais 60 escolas particulares ligadas ao grupo voltam às aulas presenciais hoje – as 50 de Salvador. “Todas do GVE vão voltar. A gente acredita que, nesse primeiro momento, um grupo menor volte com o híbrido, mas, à medida que for aumentando a confiança das crianças, esse número deve aumentar”, acredita Abdon, diretor do Colégio e Escola Perfil.

O diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), Jorge Tadeu Coelho, afirma que todas de educação infantil devem retomar, mas as de ensino fundamental 2 e ensino médio devem aguardar mais um pouco. “Esses dois ciclos estão funcionando relativamente bem no ensino remoto. Mas as de educação infantil não tem dúvida que vão abrir”, garante.

Retorno mais pra frente 

Algumas escolas resolveram adiar só por mais uma semana. É o caso da Pirlilim, em Brotas. “Esta semana, faremos o acolhimento da equipe e iniciaremos as aulas presenciais no dia 10”, explica a diretora Evelyn Pedreira.

O Salesiano também voltará a partir do dia 10. O Colégio Logo, a Escola Gênesis e o Educandário Pedacinho do Céu voltam dia 10, segundo o Sinepe-BA. O Colégio Vitória Régia, no Cabula, só volta dia 17, mas não explicou o motivo.

O Centro Educacional Maria José voltará de forma escalonada: hoje volta a educação infantil; na quinta (6), o ensino fundamental I; na próxima terça (11), o ensino fundamental II; e na próxima sexta-feira (14), o ensino médio. O Marista também adota essa modalidade. Nesta primeira semana de retorno, somente a educação infantil e o 1º e 2º ano do ensino fundamental voltarão presencialmente. O retorno será escalonado, e até o dia 12 retornam as demais turmas. O Colégio Oficina voltará somente com o acolhimento a partir de amanhã por uma “escolha pedagógica”.

O Colégio Lince não tem previsão para retorno. O Dom Bosco informou, por meio de nota, que “muitas famílias ainda não se sentem seguras com esse retorno”. O Sacramentinas acatou a decisão do Sinpro-BA. O Colégio São José, no Bonfim, também é um dos que não volta agora.

Procurados, o Módulo e o Bernoulli não confirmaram retorno hoje. O Sinpro-BA havia informado que elas não retornariam. O GVE comunicou que o Colégio Portinari também não retomaria. A reportagem procurou o Colégio Nossa Senhora da Conceição, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Fonte – Correio da Bahia

 

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