A equipe de transição do governo Lula, em relatório apresentado, indicou 10 prioridades consideradas emergenciais para que o próximo ministro/ministra da Saúde atue nos primeiros 100 dias de governo para minimizar o que classificaram como de “absoluto caos” que será deixado na pasta com a saída do presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são da coluna de Carlos Madeiro, no UOL.
“Falam que o governo foi incompetente, mas ele foi extremamente competente na destruição do Ministério da Saúde. É terra arrasada, mesmo! Não estou diminuindo milímetro, foi um projeto de destruição”, dsse o ex-ministro Arthur Chioro, coordenador do GT (Grupo de Trabalho) da Saúde.
O relatório final do GT da Saúde foi apresentado na quarta-feira, 14, ao CNS (Conselho Nacional de Saúde). Em discurso, Chioro apontou que o próximo governo vai enfrentar problemas como a crescente desnutrição infantil e redução das taxas de cobertura vacinal. O ex-ministro ressaltou que há problemas urgentes para serem sanados logo nos primeiros dias.
Para isso, o próximo governo precisa contar com mais verba, já que Bolsonaro previu apenas R$ 10,4 bilhões para a Saúde no Orçamento de 2023. A PEC da Transição, que aprova o furo do teto de gastos pelo governo Lula já foi aprovada no Senado e será votada na Câmara na próxima terça-feira, 20.
“Temos um orçamento previsto de R$ 10,4 bilhões, mas teremos o acréscimo de R$ 12,3 bilhões para a Saúde com a aprovação [da PEC]. Não é o ideal, mas dá para colocar em prática algumas das políticas públicas”, falou Chioro.
No relatório, o grupo sugere ainda 23 atos para revogação e alerta para o risco de colapso dos programas de doenças infectocontagiosas, como AIDS e hepatite, por falta de insumos e medicamentos.
10 medidas sugeridas pelo GT da Saúde para os 100 primeiros dias:

Fonte: A Tarde

