
A disputa pela herança do cacauicultor e criador de gado Isaac Menezes de Oliveira, falecido em 2021, tem gerado conflitos familiares e chamando a atenção da Justiça na cidade de Ubatã, Sul da Bahia. Joelson de Oliveira Matos, conhecido como “Pepa”, acusa um irmão de manipulação do testamento e de cometer fraudes durante o processo de inventário.
Segundo Joelson, os bens deixados pelo pai foram avaliados em apenas R$ 7 milhões, enquanto o valor real ultrapassaria R$ 50 milhões. Além disso, afirma que aproximadamente R$ 1,5 milhão em espécie não foram apresentados no inventário, assim como cerca de 800 cabeças de gado que também teriam sido sonegadas.
Ele afirma que tem sido alvo de retaliações desde a morte do pai, com ações que considera ilegais e injustas. Ele tem buscado reverter a situação nos tribunais e o caso tem chamado atenção da imprensa.
O conflito teve início após Joelson alegar que o testamento do pai, que indicava como herdeiros os filhos, foi manipulado, resultando em uma distribuição injusta da herança. Entre as acusações, ele afirma que um irmão, titular da função de inventariante, usou uma procuração assinada por Joelson em 2005 para incluir informações falsas no processo judicial. Segundo Joelson, essas informações alegavam que ele teria vendido parte da herança, o que classifica como fraude.
Outro ponto de discórdia envolve a omissão de uma dívida de R$ 500 mil deixada por outro irmão em uma clínica em Ipiaú, onde estava internado antes de falecer. Apesar de decisão judicial determinando que o espólio pagasse a dívida, Joelson afirma que a obrigação não foi cumprida e os juros da dívida continuaram a se acumular.
Pressão e Medida Protetiva
Joelson também relata que, através de um advogado foi pressionado a aceitar uma prestação de contas que considera cheia de inconsistências. Segundo Joelson, o advogado teria oferecido retirar um processo de difamação movido pelo irmão inventariante contra ele e seu filho, caso ele aceitasse a proposta. No entanto, mesmo após o acordo, novos processos foram movidos contra Joelson, resultando em uma medida protetiva, que ele acredita ser uma tentativa de silenciá-lo. “Esta medida protetiva é uma retaliação. Não tem fundamento legal, é apenas uma tentativa de me intimidar”, declarou.
Alegação de roubo
A disputa familiar se intensificou quando o inventariante afirmou publicamente que criminosos haviam roubado 10 sacos de cacau da Fazenda Bonina, que pertence ao espólio. Embora a acusação não tenha sido direcionada a Joelson, tem gerado desconforto entre amigos e familiares.
Tensão familiar
O caso tem ficado cada vez mais conflituoso e aumentou quando Joelson descumpriu a medida protetiva ao passar em frente à propriedade do inventariante, o que resultou em mais complicações legais. “Estou sendo perseguido pela minha própria família. Eles querem me ver preso, e estão usando a Justiça para desviar o foco das fraudes que cometem”, disse Joelson.
Busca por Justiça
Joelson afirma ter provas substanciais para sustentar suas alegações, incluindo gravações e documentos que, segundo ele, demonstram as irregularidades no processo de inventário. Ele diz que continuará lutando para garantir o que considera ser seu direito e pede que o caso seja amplamente conhecido. “Estou lutando por justiça, e a verdade vai prevalecer”, concluiu.
O caso segue em tramitação na Justiça, com investigações em andamento tanto no Ministério Público quanto no Poder Judiciário.




