sexta-feira, 19 jun 2026

Carol: a força de um recomeço e a dança que transformou sua vida

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Camaforró 2026

Recomeçar nem sempre é fácil, mas Carol escolheu seguir em frente, mesmo diante das adversidades. Aos 40 anos, em meio ao luto e ao desemprego, ela se viu diante de um grande desafio: reencontrar seu propósito e continuar lutando por sua família. Foi na massoterapia que encontrou um novo caminho, ressignificando sua trajetória e transformando vidas. No entanto, a fibromialgia trouxe mais uma batalha, testando sua força e determinação. Em vez de desistir, Carol se aprofundou no conhecimento sobre a síndrome e encontrou na Dança do Ventre uma forma de se redescobrir e resgatar sua alegria. Hoje, ela não se define pela dor, mas pela coragem de se reinventar e pela paixão de cuidar das pessoas.

Sua história é um exemplo de superação, resiliência e amor pela vida.

  1. Sua trajetória é marcada por recomeços. Como foi enfrentar o luto e encontrar forças para seguir em frente?

Difícil, a dor da perda de alguém tão próximo e amado, bem como seu sepultamento no dia do meu aniversário, me tirou o chão, o ar… Forças eu encontrei em Deus e no amor pelos meus.

  1. Você mencionou que precisou escolher entre perder a esperança ou continuar lutando. O que te motivou a seguir adiante?

Massoterapia: Uma nova paixão.

Primeiro, o amor pela minha filha e pelos meus, segundo a sede por novos ares que me levaram ao meu feliz encontro com a Massoterapia.

  1. Como você descobriu a massoterapia e de que forma ela preencheu esse vazio existencial que sentia?

Meu encontro com a massoterapia foi através da primeira turma de massoterapia continuada, realizada com uma parceria entre IFBA e O Boticário através do Programa Mulheres Mil, isso foi uma virada de chave na minha vida, de forma integral. Pedi a Deus que me mostrasse algo que acalentasse meu coração e me colocasse numa direção positiva, e aconteceu!

  1. O que significa para você cuidar das pessoas por meio da massoterapia?

O surgimento do “Amor de Mãe, Beleza Única.”

Cuidar de pessoas, para mim, é promover saúde e bem-estar de maneira integral, proporcionando uma incrível experiência sensorial naqueles que ainda consigo cuidar.

  1. Como nasceu o projeto “Amor de Mãe, Beleza Única” e qual é o seu principal propósito?

Nasceu através do desejo de continuar cuidando da minha filha e de ter uma forte inspiração. Minha história com a massoterapia muito tem a ver com minha história de vida e família, não é à toa que o nome do meu propósito de vida profissional é Amor de Mãe, Beleza Única, pois acredito na força do amor de uma mãe e na beleza única que existe em cada mulher.

  1. Qual foi o maior desafio ao iniciar esse novo caminho profissional?

Fibromialgia e Superação.

Foram muitos, desde etarismo, a má compreensão acerca do real papel do profissional massoterapeuta. Com muito estudo, esforço e prática, um a um foram sendo vencidos os desafios.

  1. Em 2018, você recebeu o diagnóstico de fibromialgia. Como foi lidar com essa notícia e os desafios que vieram com ela?

Esse diagnóstico foi avassalador. A dor lancinante e tantos outros inúmeros sintomas quase me pararam novamente… tornando minha vida uma luta diária. Cheguei até a dizer para mim mesma: a massoterapia infelizmente chegou tarde em minha vida, pois quando me consolidei como profissional, a Fibromialgia veio e “tentou” me fazer desistir. Mas, não me deixei ser vencida!

  1. Como a massoterapia e a busca por conhecimento te ajudaram a enfrentar os sintomas da fibromialgia?

Busquei conhecer mais sobre a síndrome por artigos científicos, trocar experiências com profissionais de saúde (que realmente conhecem a pauta e têm empatia pelas pessoas com fibromialgia), com o intuito de entender para mudar meu quadro ou ao menos minimizar os sintomas. As terapias integradas também fizeram e fazem a diferença no tratamento, com elas sigo cuidando de pessoas e de mim mesma.

  1. Você fala sobre o preconceito e a falta de informação em relação à fibromialgia. Como busca conscientizar as pessoas sobre o tema?

Dança do Ventre e Transformação.

Me engajando em publicizar conhecimento: através das minhas mídias sociais, da participação na FIBRO CAMAÇARI (Associação de Pessoas com Fibromialgia de Camaçari), palestrando acerca do Capacitismo, conversando sobre a fibromialgia em todos os núcleos (família, trabalho, amigos, etc.), pois eu não sou invisível e minha dor também não.

  1. Como a Dança do Ventre entrou na sua vida e o que ela representa para você hoje?

Já conhecia a Dança do Ventre através da minha filha, aluna de Angela Cheirosa por muitos anos, me tornei amiga, assistente de produção e família mesmo, porque quando a gente ama, a gente cuida, e o que eu amo fazer é isso, cuidar de pessoas. A Dança do Ventre Inclusiva é a que eu pratico, amo e honro. Vai muito além das coreografias e figurinos, trata-se de mulheres que completam em suas simplicidades e magnitudes.

  1. Mesmo com as limitações físicas da fibromialgia, você se envolveu no Projeto Flor de Lótus. Como foi essa experiência?

Nesse Projeto, muito mais do que o ato de cuidar, pude ser cuidada, respeitada e valorizada; então me rendi… Mesmo frente aos inúmeros sintomas da fibromialgia, como, por exemplo: a rigidez muscular e a mobilidade reduzida; isso não impediu a minha participação no Projeto Flor de Lotus, na turma “Belly Rainhas”; pelo contrário, foi a motivação.

  1. De que forma a dança te ajudou a ressignificar sua relação com o corpo e a dor?

Muitas vezes eu não tinha condições de dançar, mas sempre desejava estar no meio delas, pois Angela Cheirosa amplia em nós, através do projeto, a sensação de pertencimento; nele me sinto acolhida, me identifico com suas características também: resiliência, força, amor pelo que faz e responsabilidade.

Inspiração e Legado.

  1. O que mais te motiva a continuar se reinventando e ajudando outras pessoas?

Como diz Chicó, personagem do maravilhoso Selton Melo em Auto da Compadecida: não sei, só sei que foi assim, rs rs. Brincadeira… A minha motivação, creio eu que é dom de Deus, não lembro um dia se quer na minha vida que eu não esteja me reinventando e cuidando de pessoas.

  1. Que conselho você daria para quem está enfrentando um momento difícil e precisa encontrar um novo propósito?

Não desista, resista!

Creia sempre no poder superior (independentemente da religião que professa), procure se cercar de pessoas que realmente se importem com você e seja seu próprio lembrete diário: “Sei que posso brilhar e ser feliz, não vou sobreviver nesse mundo, vou viver e viver bem!

É esse sentimento que impulsiona a vida, não é mesmo?!

  1. Qual é o seu maior sonho hoje e o que ainda deseja realizar?

Sonhos simples, já sou afortunada daquilo que dinheiro nenhum no mundo pode comprar; mas por que não ter estabilidade em todas as áreas da minha vida? Eu mereço! Mas, em especial, saúde, para não esquecer de quem eu era antes da FIBROMIALGIA.

  1. Se tivesse que escolher uma música como trilha sonora da sua vida, qual seria e por quê?

São muitas canções, mas a que veio agora à mente (que a fibromialgia não deixou fugir da mente) é a música O sol, do grupo Jota Quest.

Pelo simples fato de que:

Eu não escuto a dor,

não escuto o medo.

E amo a vida, a esperança e a luz que emana do Sol.

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