quarta-feira, 30 set 2026

Infarto acende alerta para a saúde do coração entre os jovens

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Santa Helena

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de mortes no Brasil. O órgão estima que no país ocorram entre 300 mil e 400 mil casos anuais e que, a cada cinco a sete registros, um resulte em morte.

Nesta terça-feira, 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, o cardiologista e professor da Afya Salvador, Marçal de Oliveira Huoya, explica que estes números acendem um alerta e mostram que o infarto não é uma doença exclusiva de pessoas idosas, como muita gente acredita, mas também atinge os mais jovens.

‘A probabilidade do infarto agudo do miocárdio no jovem é muito baixa, porém não pode ser subestimada. Toda dor torácica deve ser investigada, cabendo um teste ergométrico cujo valor preditivo negativo é próximo de 99%, isto é, em pacientes de baixo risco (jovens, sem fatores de risco cardiovascular). A realização desse exame praticamente exclui o risco de infarto”, esclarece ele.

Para o especialista, muitos jovens vivem uma falsa sensação de segurança e, sem perceber, acabam se descuidando da saúde. Ele defende que é preciso focar na regularidade e frequência da prática de atividade física “porém, não se pode esquecer da alimentação saudável, controle do peso e dos fatores de risco como hipertensão arterial, que muitas vezes não é percebida pelo paciente”.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), de 2023, 20% dos jovens adultos já têm hipertensão, com aumento de 8% em dez anos.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, revelaram que, à época, 40% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos consumiam alimentos processados regularmente e cerca de 80% não cumpriam os 150 minutos semanais de atividade moderada recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em estudo de 2023, a JAMA (The Journal of the American Medical Association) , uma das revistas médicas mais respeitadas e lidas do mundo, apontou que jovens com alto nível de estresse e a ansiedade têm risco dobrado de desenvolver doenças cardíacas.

“Eu era uma bomba-relógio”: o relato de quem infartou aos 39

A professora Lívia Sigliani é um retrato dessa nova estatística. Aos 39 anos, teve um infarto que ela mesma descreve como resultado de uma soma de fatores.

“Os fatores que me levaram ao infarto foram vários. Primeiro, o fator genético, meu pai biológico infartou há muitos anos atrás. Além desse fator genético, eu tinha colesterol alto e era tabagista [fumava cigarros]”, explica ela.

“E eu tinha passado um ano bastante estressante. Acho que juntou tudo isso, fator genético, a vida que eu levava, tabagismo, e não tinha uma alimentação saudável. Meu colesterol alto, sedentária e passando muito nervoso. Foi um ano meio estressante para mim, foi em 2017. Estava uma bomba relógio. Aí aconteceu”, lembrou a professora..

Doenças cardíacas lideram causas de morte

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo, responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos em todo o planeta.

A Bahia acompanha essa realidade, com média de mais de 26.500 mortes anuais por complicações cardiovasculares, uma taxa de 187,5 óbitos a cada 100 mil habitantes, segundo levantamento da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

Fonte: A TARDE /

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