Os eleitores mais jovens do Brasil estão proporcionalmente mais concentrados nas regiões Norte e Nordeste, enquanto as regiões Sul e Sudeste abrigam um eleitorado cada vez mais envelhecido. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisados pelo Instituto Nexus, estados como Maranhão, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas chegam a ter o dobro da proporção de eleitores até 24 anos na comparação com estados como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.
A faixa de idosos (60+), ultrapassou 36,8 milhões de pessoas, após crescer 74%, desde 2010.
Onde a juventude tem maior e menor peso no título de eleitor
O mapeamento regional detalha a posição de cada unidade da federação quanto à presença da faixa etária até 24 anos.
Maior proporção de jovens: Roraima (18%), Acre (18%), Amapá (18%), Amazonas (18%), Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).
Menor proporção de jovens: Rio Grande do Sul (9%), Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Minas Gerais (11%), Santa Catarina (11%), Paraná (11%) e Espírito Santo (11%).
Mudança de foco nas estratégias presidenciais
A perda de 5,5 milhões de eleitores jovens em números absolutos no país nos últimos 16 anos retirou esse público do centro gravitacional das principais estratégias partidárias nos grandes colégios do Sudeste.
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados mostram que o eleitor jovem está perdendo espaço nos grandes centros eleitorais, mas descarta a ideia de que os jovens não sejam importantes.
“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas. Mas, em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico”, pontua Tokarski.
Correio da Bahia

