O deputado federal André Janones (Rede), um dos destaques da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, recusou o título de principal responsável pela virada eleitoral. Ao chegar ao hotel onde apoiadores comemoravam a reeleição do petista, neste domingo (25), ele afirmou que sua atuação foi direcionada a mobilizar eleitores por meio das redes sociais e do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 10 milhões de seguidores.
“Eu agradeço [o título de maior nome do segundo turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia vem dele, a força vem dele. Eu recebi a missão de canalizar isso”, declarou.
Janones também afirmou que a campanha reagiu a ataques políticos e destacou o papel da mobilização digital na disputa. “A gente reagiu à covardia. E mostrou que, da mesma forma que eles se reúnem para fazer o mal e assassinar reputações, a gente mostrou que é possível se unir para defender a democracia”, disse.
O deputado comparou Lula ao jogador argentino Lionel Messi e afirmou que o presidente não precisava dominar as redes sociais porque outros integrantes da campanha poderiam atuar nesse espaço. Ele também negou ter conversado com Lula ou com o PT sobre a possibilidade de assumir um cargo no próximo governo.
“Meu compromisso é com a democracia e com o maior presidente que este país já teve”, afirmou.
Sidônio Palmeira nega pressão após primeiro turno
O marqueteiro Sidônio Palmeira, responsável pela estratégia de comunicação da campanha de Lula, também comemorou a vitória do petista. Ele afirmou ao g1 que a campanha concentrou os esforços do segundo turno na apresentação de propostas e na discussão sobre o futuro do país.
“Tudo isso, e o povo compreendeu o que estava em jogo e deu a vitória ao presidente Lula”, declarou, ao mencionar também a disputa política internacional e as críticas ao grupo Bolsonaro.
Questionado sobre as estratégias do primeiro turno, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Sidônio afirmou que não sofreu pressão para mudar a condução da campanha. Ele também confirmou ter sugerido ao presidente a proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets.
“Eu sugeri ao presidente proibir as bets. E ele aceitou com a maior naturalidade. Não senti nenhuma pressão”, afirmou.
Fonte: iclnoticias

