terça-feira, 27 out 2026

Pai atira contra filha de 16 anos após flagrá-la dançando na rua e acaba preso

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Santa Helena

Um morador de 42 anos acabou detido pela Polícia Militar sob a acusação de tentar assassinar a própria filha, de 16 anos, na noite do último domingo (25). A agressão aconteceu na via pública do Setor 3 de Novo Mundo, a mais de 700 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso, após o homem se revoltar ao flagrar a jovem dançando no meio da rua na companhia de amigos.

De acordo com os autos da ocorrência, o ataque armado foi motivado por ciúmes em relação à filha. A violência teve início com repreensões verbais do agressor, o desentendimento escalou rapidamente até o momento em que o indivíduo empunhou uma arma de fogo e desferiu um tiro na direção da garota.

O episódio ficou gravado na Central de Atendimento do 190. Moradores da localidade telefonavam para solicitar o reforço policial com urgência e, enquanto repassavam informações da confusão, o barulho do disparo pôde ser escutado nitidamente pelo atendente da central.

Apesar da curta distância, o projétil não atingiu a vítima. Ela e sua irmã mais nova, de 14 anos, correram em busca de abrigo e conseguiram se esconder na vegetação atrás de uma árvore. Quando os policiais militares chegaram, encontraram ambas as adolescentes chorando e visivelmente abaladas.

Enquanto as jovens se escondiam, o autor dos disparos pegou uma bicicleta e pedalou para despistar as equipes. A tentativa de fuga foi frustrada pelos policiais que armaram um cerco nas redondezas e renderam o homem a poucas quadras do local. Em sua posse, a guarnição apreendeu um revólver calibre .38 que guardava munições intactas e um cartucho deflagrado.

O suspeito foi algemado e conduzido até a Delegacia da Polícia Civil de Guarantã do Norte. Na unidade, a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante por tentativa de homicídio qualificado (com a qualificadora de violência contra a mulher no âmbito familiar), porte ilegal de arma de fogo e disparo em via pública. O órgão de proteção à infância e juventude (Conselho Tutelar) passou a acompanhar as duas irmãs para prestar assistência psicológica e adotar medidas protetivas imediatas.

BNEWS

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