Além do funcionamento pleno da Linha 2 do metrô de Salvador – as obras estão previstas para acabar em 2017, de acordo com a concessionária CCR – outra novidade para quem utiliza o transporte público da capital baiana para chegar até as cidades região metropolitana, ou vice-versa, será que muitas das linhas de ônibus oriundas de municípios como Simões Filho, Candeias e Camaçari devem deixar de circular ou terem seu ponto final modificado.
De acordo Fábio Mota, secretário da Secretaria de Mobilidade (Semob), ao todo, mais de 650 linhas serão retiradas de dentro da cidade. Os ônibus oriundos da BR-324 farão integração com o metrô na Estação Pirajá e os que vierem do Litoral Norte, terão como parada final a Estação Mussurunga. Para ele, as mudanças devem ajudar a melhor o fluxo de veículos dentro da cidade. “A locomoção das pessoas, principalmente nos horários de pico, será facilitada justamente pelo fato de haverem menos ônibus metropolitanos. Essas alterações serão feitas aos poucos, de forma gradual, para não causarem prejuízos a população”, contou.
A reportagem da Tribuna da Bahia entrou em contato com a assessoria de comunicação da Agerba para saber mais detalhes sobre o projeto. No entanto, ela apenas informou que “o sistema metroviário e rodoviário de Salvador está sendo analisado e estudado pela Associação das Empresas de Transporte Coletivo e Rodoviário do Estado da Bahia (ABEMTRO), pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), Secretaria da Casa Civil, Agerba e Secretaria Estadual de Infraestrutura (SEINFRA)” e, por conta disso, não poderia repassar informações mais concretas sobre o tema. Em entrevista ao Bahia Notícias, o diretor da Agência, Eduardo Pessôa, disse “a segregação será feita no momento certo” e que valor da integração deve sair até setembro.
MENOR CUSTO
Quem também comemorou a novidade foi Mário Cléber da Costa, administrador geral do Sindmetro. Por outro lado, ele destacou que o projeto será viável se houver a integração entre os coletivos e o metrô futuramente. “Caso contrário, ficará muito dispendioso para as pessoas que saem da Região Metropolitana e vem trabalhar aqui”, falou. Ele também garantiu que, com a nova realidade, não haverá redução nos postos de trabalho. “As empresas terão um custo menor e os clandestinos, com essa integração, tendem a acabar”, salientou.
Nas ruas, motoristas, cobradores e passageiros divergiram sobre as mudanças que serão realizadas. “Pra gente será mais tranqüilo, já que não vamos mais pegar engarrafamento. Mas, certamente, o número de viagens, que hoje são quatro de Camaçarí até a Lapa deve aumentar”, disse o cobrador Reinaldo Barros. “Pra mim deveria ficar do jeito que está. Acho horrível, pois já estamos acostumados a isso”, resumiu a doméstica Maria Luiza Santos. “Se vier, será muito bom. Com certeza vamos ganhar mais tempo para chegar ao serviço. Resta esperar para ver o metrô funcionando”, contou o autônomo Ronaldo Reis.
Fonte: Tribuna da Bahia

