Apesar de o prefeito Antônio Elinaldo ter realizado algumas intervenções de limpeza e manutenção logo nos primeiros dias de janeiro, no Centro Comercial de Camaçari, sérios problemas estruturais ainda preocupam o Ministério Público.

Uma Ação Civil Pública do promotor de Justiça Luciano Pitta obriga que o município apresente até quarta-feira (8), a solução para inúmeras irregularidades do local. Cabe ao município implantar, de imediato, linha de combate a incêndio, bem como a cobrança das taxas condominiais de água e luz dos 1.600,00 permissionários.
De acordo com o promotor Luciano Pitta, o Centro Comercial é uma bomba relógio e a qualquer momento pode explodir. Por isso, ingressou com pedido de fechamento do local há um ano e meio. O promotor relata irregularidades relacionadas à segurança pública, incluindo exploração sexual de crianças e adolescentes, prostituição, falta de higiene, assim como danos ao patrimônio público, furto de energia elétrica, falta dos equipamentos de combate a incêndio, danos ambientais e abate clandestino de animais.
Em conversa informal com alguns permissionários, a nossa reportagem constatou que o clima é de muita apreensão. “Nós vivemos aqui assustados, com medo de receber uma bala perdida a qualquer momento”. A nossa jornalista ainda foi orientada pelos próprios feirantes a não permanecer por muito tempo no local.
O Ministério Público também alerta ao risco de desabamento, explosão e incêndio. A proposta do promotor Luciano Pitta é que os feirantes sejam relocados para um local provisório, até que as intervenções necessárias sejam realizadas.
Redação Nossa Metrópole

