quarta-feira, 24 jun 2026

Mãe é Mãe : Confira reportagem especial em homenagem ao dia delas

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Dia das Mães além de ser especial, já que proporciona justa homenagem às mães, sejam elas biológicas ou não, carrega em si uma série de questionamentos. Um deles é sobre a garantia de direitos: direito ao tempo livre para amamentação, direitos trabalhistas, vaga na creche, atendimento de qualidade para os filhos no posto de saúde, direito ao lazer e à participação comunitária. Todas as mães merecem esses direitos garantidos.

 


Além de acarinhar e presentear a mamãe nesta data, muitas pessoas também ficam divididas emocionalmente neste dia. Para uns, é dia de recordar as mães que já partiram ou se lamentar pelas ausentes. Outros aproveitam e se deliciam com todo amor envolvido na relação de mãe e filho. Para se aprofundar um pouco mais nesse universo da maternidade, a Nossa Metrópole apresenta algumas mamães corujas que dividem suas experiências e esbanjam amor.

 

 

O que aprendeu com a maternidade?
“ A maternidade me transformou em uma nova mulher. Com a chegada da minha filha, aprendi a ser amorosa e valorizar mais os momentos em família. Aprendo muito todos os dias e me surpreendo sempre com as atitudes dela, com as transformações de cada fase. Contudo, o mais importante é agradecer a vida, que é o maior presente que uma mãe pode dar a um filho.”

Marlene Ferreira, jornalista, mãe de
Bianca, 6 anos.

 

 

Dizem que ao nascer um bebê nasce também uma mãe. Qual o sentido desta frase para você?
“Quando nasce um bebê, nasce um amor incondicional. É quando o coração bate fora do peito. É não se ver sem eles. É o maior presente que alguém poderia receber. A melhor missão é desfrutar do amor da forma mais completa.”

Ennie Carvalho, empresária, mãe de João Pedro, 9 anos, e Anthony, 3 anos.

 

 

O que mudou em sua vida ao se tornar mãe?
“Hoje, me sinto muito mais feliz, completa. Meu instinto protetora fala mais alto. Por eles, me tornei mais dedicada, sou tolerante com muitas coisas, pois sei que tem alguém que “depende” de mim e que por eles faço o possível e o impossível. Minha melhor mudança chegou com a maternidade, amo ser mãe, amo meus filhos.”

Lena de Jesus, operária, mãe de Lucas, 16 anos, e Gustavo, 10 anos.

 


As mães de primeira viagem normalmente são muito ansiosas, talvez pelo medo do desconhecido. O que você poderia dizer para essas mães?
“Realmente, o desconhecido intimida um pouco, mas hoje, temos muitas ferramentas que contribuem para a formação de uma mãe de primeira viagem: livros, internet, grupos que tratam sobre as questões da maternidade e papo com as amigas que já são mães ajudam muito. O mais importante é confiar em si mesma e no seu instinto. Respeitar o seu tempo e o do seu bebê, assim como as suas crenças. Filtrar as opiniões e interferências externas e criar a sua maneira de ser mãe, pois a natureza se encarrega de nos mostrar o caminho a seguir.

 

É uma experiência desafiadora e muito, mas muito apaixonante. Com certeza, tenho vivido os dias mais completos e amorosos dessa minha caminhada.”

Juliana Maia, Relações Públicas, mãe de Yana, 2 meses.

 

 

Ser mãe já é gratificante e ser mãe de menino e menina?
“Ser mãe de um casal sempre foi o meu grande sonho. São dois mundos diferentes, porém muito gostoso. Sendo mãe de menino, aprendi a brincar de carrinho, ser a goleira do seu baba e jogar videogame, sem contar que ganhei um admirador que sempre observa as mudanças que faço nos cabelos e me diz: mamãe como você está linda! Já sendo mãe de menina, voltei a brincar de boneca, fazer roupinhas, penteados e a ensinar meus dotes artísticos, acima de tudo, ganhei uma amiga e uma companheira. Ser mãe deles é gratificante, cada sorriso, cada beijo, cada ‘eu te amo’ só me faz agradecer a Deus por me conceder o privilégio de ser mãe.”

Kalyny Queiroz, design de confecções, mãe de Kauã, 6 anos, e Maria Lara, 4 anos.

 

Já vimos que ser mãe é desfrutar de um amor incondicional. Ser mãe aos 17 anos é?
“Assustador (risos). No começo, a gente acha que não está pronta, que o mundo vai mudar e cair em cima da gente. É louco pensar que há um ser dentro da gente, dependendo da gente para continuar vivo e que vai depender a vida toda, assim como nós dependemos de nossos pais. Mais louco ainda é a gente amar este pequeno ser desde o instante em que descobre que está grávida, mesmo depois do susto, das lágrimas, das dúvidas, dos medos. Depois de alguns minutos, isso passa e a gente sente um amor imenso sem ao menos saber como esse ser é, sem saber se é ele ou ela, sem nunca ter visto, sem nunca ter sentido, só em saber que está ali e o melhor de tudo é nosso.

Ser mãe é uma dádiva mais que divina, ser mãe vai muito além de gerar um filho. Ser mãe é saber que esse filho é nossa vida, é nosso tudo.”

Alane Ferreira, estudante de administração, mãe de Maria Eduarda, 7 anos.

 

Definitivamente, ser mãe é viver em um mar de aflição e felicidade. Qual a experiência de ser mãe após os 40?
“É maravilhoso. Ser mãe depois dos 40 é renovar a mente para um novo futuro. Após a chegada de Manu em nossas vidas, acordo todos os dias com muito mais entusiasmo e paixão.”

Marilândia Figueiredo, corretora de imóveis, mãe de Marcel 29 anos, e Manu, 8 anos.

 

Por Fabiana Monte

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