segunda-feira, 25 maio 2026

JAC vai reiniciar construção de fábrica em Camaçari em novembro

- Publicidade -
gov

O presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib, disse na quinta-feira (4) que as obras de construção da fábrica em Camaçari serão retomadas em novembro. Segundo ele, o financiamento de R$ 120 milhões aprovado pelo Conselho do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundeses) era a última barreira para a retomada das obras.

Carro foi enterrado como pedra fundamental mensagens de consumidores para serem lidas em 20 anos (Foto: Manu Dias/Secom BA)
Carro foi enterrado como pedra fundamental mensagens de consumidores para serem lidas em 20 anos
(Foto: Manu Dias/Secom BA)

A expectativa é que o projeto, cujo investimento total é de R$ 1 bilhão, permita a geração de 3,5 mil postos de trabalho diretos e outros 10 mil indiretos. Pelo novo cronograma, o treinamento dos trabalhadores será iniciado em meados do próximo ano e a inauguração da fábrica está prevista para o primeiro trimestre de 2016.

O empresário atribuiu o atraso à mudança no controle acionário da empresa no Brasil, que passou a ter os chineses como proprietários de 66% e os brasileiros de 34%. De acordo com o presidente da JAC, o projeto do carro que será produzido em Camaçari já está concluído.

“É um hacth, que terá duas motorizações, 1.5 e 1.0, com três cilindros e 12 válvulas”, adiantou. Com a fábrica, Habib espera recuperar o espaço que a JAC perdeu no mercado brasileiro recentemente, como aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros estrangeiros.

“Nós estamos hoje vendendo entre 700 e 800 carros por mês, o que dá 10 mil carros por ano. Vamos continuar com esse volume até começar a fábrica. Como início da operação, voltaremos aos 50 mil carros por ano”, disse, lembrando que o mercado brasileiro registra uma queda de 9,75%.

Pelas regras do empréstimo aprovado ontem, a montadora terá até 12 anos para pagar o financiamento, comaté dois anos de carência, a uma taxa de juros anual de 3%. Os recursos serão repassados pela Agência de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Desenbahia).

Metade dos recursos vai sair dos cofres estaduais e a outra parte do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Fonte: Correio 24 Horas

Compartilhar:

Destaques

Mais Notícias
Notícias

Taxa do medo: comerciantes denunciam cobrança ilegal de até R$ 400 por semana

Nem aluguel, nem imposto: o valor exigido pelo tráfico...

Fiscalização encontra problemas sanitários em canteiro da BYD em Camaçari

Banheiros químicos em condições precárias, alimentação transportada sem refrigeração,...

Antes de morrer, Gabriel Ganley já havia relato mal-estar e ‘confusão mental’ após uso de insulina

A investigação sobre a morte do fisiculturista e influenciador digital...