O primeiro caso confirmado do novo coronavírus em Camaçari foi divulgado em 20 de março. A paciente, uma jovem, de 22 anos, estudante de direito. Estamos falando de Clara Elen, que trabalha como vendedora num shopping em Abrantes.
Clara viveu momentos tensos, principalmente, por conta do isolamento que a doença exige, mas, hoje, já testando negativo para o COVID-19, ela já se sente fortalecida para falar sobre o assunto. Em entrevista a Revista Nossa Metrópole, Clara conta como foi à quarentena e os momentos mais difíceis. Confira!
Nossa Metrópole – Como foi receber a notícia de que você teria contraído o coronavírus?
Clara Elen – Foi horrível. Nunca imaginei que iria testar positivo. Achava que era só uma virose comum. Fiquei surpresa.
Nossa Metrópole – Você sentiu medo?
Clara Elen – Meu maior medo foi de enfrentar o preconceito. Eu tinha receio da reação das pessoas, quando soubessem que eu estava portando o vírus.
Nossa Metrópole – Em relação às reações. O que fisicamente você sentiu?
Clara Elen – Eu tive febre, dores no corpo, tosse, muito catarro, dores fortes na cabeça e espirrava muito.
Nossa Metrópole – Para aliviar, qual medicação usava?
Clara Elen – Tomei muita Vitamina C e dipirona.
Nossa Metrópole – Quando começou a surgir melhoras físicas?
Clara Elen – Mais ou menos no 11 º a 12º dia.
Nossa Metrópole – Alguém da sua família contraiu o vírus?
Clara Elen – Não.
Nossa Metrópole – Como fizeram para evitar o contágio?
Clara Elen – Fiquei totalmente isolada no quarto, 24h por dia. A gente não tinha quase contato nenhum. Só na hora de entregar minha comida e bebida. Eu e todos em casa usamos máscaras.
Nossa Metrópole – Sobre o contágio, é verdade que foi por meio de um italiano que atendeu no trabalho?
Clara Elen – Não tenho como ter certeza. Eu atendo muitos gringos durante o dia. Eu atendi sim um italiano, mas, também brasileiros que haviam chegado de Dubai e, outros, que tinham acabado de chegar dos Estados Unidos, então, é um pouco complicado saber de quem eu peguei.
Nossa Metrópole – Qual foi o momento mais difícil?
Clara Elen – O momento mais difícil foi ver o preconceito das pessoas por causa do vírus, ver muita gente espalhando fake news sobre minha saúde.
Nossa Metrópole – Qual a sua maior lição após o coronavírus?
Clara Elen – Primeiro, a lição de ser mais cuidadosa. Quando falaram para se prevenir eu ouvir e não me prevenir o suficiente. Fiquei muito desacreditada. Segundo, a de nunca perder a fé e nem parar de lutar, pois uma hora a gente acaba vencendo.
Nossa Metrópole – O que você sentiu quando recebeu a notícia de que estava curada?
Clara Elen – Muita felicidade. A mãe de minha amiga veio a minha casa me parabenizar pela cura. Aí foi que ela explicou que já tinha saído o resultado e que já estava até no Instagram. Meu pai havia recebido o e-mail, mas ainda não tinha visto.
Fiquei muito feliz.
Nossa Metrópole – O que você sentiu vontade de fazer após a notícia?
Clara Elen – Contar a minha família, amigos e todos que estavam torcendo por minha cura.


