pós a morte de um bebê na UTI Neonatal e de uma onda de casos internos de covid-19 no Hospital Português, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb-BA) solicitou, nesta segunda-feira (4), que a unidade hospitalar apresente um plano de contingência para enfrentar a situação e prevenir novos casos. Com uma das mais importantes maternidades particulares da capital, o hospital localizado na Barra tinha, até este domingo, 25 funcionários afastados, sendo que 14 testaram positivo para o novo vírus e 11 estão com suspeita de infecção.
Ainda conforme o Cremeb, também foram solicitados o número de profissionais médicos infectados e também os prontuários de pacientes que eventualmente possam ter adquirido a doença durante o internamento no hospital. A unidade médica não tem um prazo determinado para responder aos questionamentos do conselho. O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) também iniciou no sábado (2) uma vistoria no Hospital Português.
Coordenador do Comitê de Gerenciamento à Pandemia de Covid-19 da unidade de saúde, Márcio Peixoto informou que todos os 117 profissionais que trabalham na UTI neonatal da maternidade foram testados, assim como todos os bebês e seus pais.
A suspeita é de que a bebê que morreu tenha adquirido coronavírus de um dos profissionais de saúde, já que está na UTI desde janeiro. Ela teve uma série de complicações por conta de uma doença congênita, evoluindo com problemas respiratórios, cardiovasculares e infecciosos. Lutou pela vida durante quase quatro meses.
A covid-19 pode ter agravado seu quadro. “Quando se trata de covid, estamos falando de um quadro infeccioso. Um bebê muito grave, muito frágil, qualquer infecção é motivo de preocupação. Mas ela já vinha com um quadro de piora muito crítico”, afirma Márcio Peixoto.
No dia 24 de março, a bebê foi submetida a exame para identificar coronavírus. Em 28 de março, o resultado dava positivo. “Vírus detectados: Coronavírus Sars-CoV2”, confirmou o prontuário.


