sábado, 27 jun 2026

Adeus, vasectomia? Anticoncepcional masculino que dura 2 anos pode chegar nas farmácias em 2028

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O anticoncepcional masculino ADAM™, criado pela empresa Contraline, está em desenvolvimento e tem previsão de disponibilização comercial a partir de 2028.

A tecnologia utiliza um hidrogel aplicado por injeção e não envolve hormônios em sua composição. O contraceptivo funciona como uma espécie de vasectomia temporária e reversível ao impedir a passagem dos espermatozoides pelo canal deferente sem alterar a ejaculação nem o desejo sexual. As informações são do Correio Braziliense.

O procedimento é realizado em consultório, com anestesia local e duração aproximada de meia hora. Após a aplicação, o material forma uma barreira física dentro do canal reprodutivo masculino, atuando como um bloqueio mecânico para os gametas.

Ensaios iniciais apontaram ocorrência de azoospermia – ausência de espermatozoides no sêmen – indicando eficácia do método. A proposta é oferecer uma opção contraceptiva de longo prazo sem a necessidade de cirurgia permanente.

Anticoncepcional masculino tem efeito temporário e retorno natural da fertilidade

O anticoncepcional masculino permanece ativo por cerca de dois anos. Depois desse período, o hidrogel se degrada gradualmente dentro do organismo, permitindo que a fertilidade volte espontaneamente, diferentemente da vasectomia tradicional.

Entre as pesquisas paralelas, também avança o desenvolvimento da pílula YCT-529, que atua interferindo na vitamina A para bloquear a produção de espermatozoides.

Estudos acadêmicos igualmente buscam novas abordagens. Pesquisadores da Michigan State University identificaram um “interruptor” molecular ligado ao aumento de energia dos espermatozoides pouco antes da fertilização, mecanismo que pode orientar métodos contraceptivos masculinos não hormonais no futuro.

“O metabolismo do espermatozoide é especial, pois está focado apenas em gerar mais energia para atingir um único objetivo: a fertilização”, afirmou Melanie Balbach, professora assistente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular e autora sênior do estudo.

Antes da ejaculação, os espermatozoides mantêm baixo gasto energético. Ao entrarem no sistema reprodutivo feminino, passam por mudanças rápidas, nadam com maior intensidade e ajustam suas membranas externas para interação com o óvulo, processo que exige aumento significativo de energia.

“Muitos tipos de células passam por essa rápida transição de estados de baixa para alta energia, e os espermatozoides são uma maneira ideal de estudar essa reprogramação metabólica”, disse Balbach.

Fonte: ND+

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