segunda-feira, 28 set 2026

Alimentação escolar da Rede Municipal passa por melhorias

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Santa Helena

A Prefeitura de Camaçari declara que tem se esforçado para cumprir com todos os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na Rede Municipal de Ensino. De acordo com o órgão, novas medidas foram tomadas para 2019, a exemplo do aumento da oferta de frutas e verduras, aquisição de produtos integrais e aumento do investimento local.

Foto: Tiago Pacheco

Dentre as diretrizes estabelecidas pelo PNAE está a oferta de uma alimentação rica em alimentos in natura, adequada nutricionalmente e respeitando os hábitos da região. A secretária de Educação, Neurilene Martins, afirma que o objetivo é “garantir uma alimentação nutritiva, adequada e frequente para os estudantes, desde os pequenos da educação infantil, aos jovens e adultos”.

Desta forma, a Prefeitura, decidiu aumentar a oferta de alimentos in natura, zerou a compra de enlatados e embutidos, proibiu as compras de refrigerantes e bebidas de baixo valor nutricional e não realiza mais a compra de alimentos liofilizados, que são aqueles que só acrescentam água. Além disso, foi feita a ampliação da oferta de frutas e verduras oriundas da agricultura familiar.

A distribuição dos produtos segue um cronograma formal quinzenal de entrega nas unidades de ensino, de acordo ao cardápio proposto pelos nutricionistas da Coordenação de Alimentação Escolar. Exceto tomate, cebola e alho, coentro e cebolinha, que são distribuídos semanalmente para as unidades com objetivo de reduzir perdas e faltas.

Foto: Tiago Pacheco

Dentre as frutas e verduras que constam no cardápio estão: mamão, banana da prata, laranja, goiaba, melancia, tangerina, abacaxi, abóbora, batata do reino, chuchu, repolho, cenoura, quiabo, batata-doce, banana da terra e aipim. Já dos alimentos de origem animal, para compor as fontes proteicas dos cardápios, contam com: peixe em posta tipo cação (peixe livre de espinhas e já porcionado), coxa e sobrecoxa de frango, peito de frango (da agricultura familiar), carne de 1ª em bife, fígado em iscas e carne moída, em iscas e em cubos.

Os cardápios ainda contam com produtos de panificação, lácteos, dentre outros. Os biscoitos e cereais foram substituídos por alimentos integrais. Assim, foram licitados, através de registro de preço, produtos como: arroz parboilizado integral, biscoitos integrais (doces e salgados), além do açúcar demerara, que substituirá o açúcar branco nas escolas.

Um levantamento está sendo realizado sobre os alunos alérgicos ou com restrição alimentar. A iniciativa acontece em parceria com a Secretaria de Saúde (Sesau), através do Programa Saúde na Escola (PSE), e já na matrícula o responsável pode informar a condição especial alimentar do aluno, assim como o termo de liberação para que o aluno possa ser assistido pelo programa.

Para atender as demandas referentes às intolerâncias alimentares, alergias alimentares e restrições alimentares, estão sendo adquiridos, através de processo licitatório, os seguintes produtos: edulcorante (sucralose), leite sem lactose, biscoito sem glúten, biscoito sem lactose, macarrão sem glúten, entre outros.

Outro destaque importante foi a capacitação ofertada às merendeiras escolares, o que vem garantindo, desde novembro de 2017, uma melhor qualificação no cuidado com a alimentação dos estudantes. Até o momento, 55% dos profissionais já foram treinados, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), e nova turma já está sendo formada para dar continuidade ao processo de capacitação. O objetivo é capacitar 100% dos merendeiros escolares e assim trazer inovações para otimizar o trabalho desses profissionais.

Redação Nossa Metrópole

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