A grande presença de público em apoio a Bolsonaro nas comemorações do sete de setembro acendeu um alerta na campanha do ex-presidente Lula. Um dos principais sintomas teria sido a gravação de um vídeo, que não chegou a ser divulgado, onde Lula ataca o presidente. Para muitos, a iniciativa, abortada pela coordenação da campanha, soaria como choro de perdedor.
Diante desse cenário, chama a atenção o ‘fair play’ praticado no cenário estadual, onde Lula, apesar de manifestar o apoio em vídeos e participar do ato no Dois de Julho, ainda no período de pré-campanha, não prestigiou o lançamento da chapa de Jerônimo e tem mantido distância da agenda do candidato petista ao Palácio de Ondina.
Não custa lembrar que, às véspéras da homologação, circularam rumores de uma aproximação entre Luciano Bivar, presidente do União Brasil, e o ex-presidente Lula, na costura de um acordo que poderia envolver a retirada de candidatura d Jerônimo, em favor de ACM Neto. Coube ao senador Jaques Wagner, segundo informações de bastirores, barrar as negociações.
Aliá, não fosse por Wagner e, principalmente, pelo Governador Rui Costa, que goza de excelente avaliação, a candidatura de Jerônimo ainda estaria patinando. Parte disso, avaliam alguns petistas, se deve à neutralidade adotada por Lula na Bahia, o que seria parte da estratégia nacional.
Como as pesquisas apontam que boa parte do eleitorado de Lula tem ACM Neto como candidato ao governo estadual, a tentativa seria de preservar esses votos em favor do ex-presidente, sem avançar no eleitorado do ex-prefeito de Salvador. Em bom baianês, um jogo de compadres.
Fonte – A Tarde


