quarta-feira, 15 jul 2026

Câmara de Vereadores trava avanço histórico na saúde de Camaçari e coloca em risco funcionamento da Policlínica

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Um projeto decisivo para a saúde pública de Camaçari está sendo travado dentro da Câmara Municipal. Enviado no último dia 8 de maio pela Prefeitura, o projeto de lei que institui o Consórcio Público Interfederativo de Saúde — responsável pela gestão da nova Policlínica de Camaçari — segue paralisado, sem previsão de ir a plenário.

Na prática, a omissão da presidência da Casa impede o avanço da organização administrativa de um equipamento que já está em fase final de construção, no bairro Camaçari de Dentro, na Avenida Concêntrica, e que promete transformar o atendimento especializado no município. A unidade terá capacidade para realizar cerca de 54 mil exames por mês e será a maior policlínica da região. A inauguração pode acontecer em menos de 50 dias.

Mesmo com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto aguarda análise das Comissões de Saúde e de Finanças e Orçamento, presididas, respectivamente, pelos vereadores Dr. Elias Natan e Herbinho. Sem qualquer cobrança efetiva da presidência da Câmara por celeridade, o projeto segue estagnado — e, com ele, um avanço concreto para a população.

O que está em jogo vai muito além de um trâmite burocrático. O consórcio entre o Governo do Estado e a Prefeitura garante autonomia plena para Camaçari gerir seus próprios recursos de saúde, organizar a regulação e direcionar integralmente a capacidade da policlínica para os camaçarienses. É o fim da dependência de outros municípios e das limitações impostas pelo modelo anterior, que hoje gera ociosidade e dificulta o acesso da população aos serviços.

Com mais de 300 profissionais na fase plena, sendo 148 médicos especialistas em 28 áreas, a Policlínica de Camaçari oferecerá exames de alta complexidade, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética. Isso significa reduzir filas, dar respostas mais rápidas e devolver dignidade a quem mais precisa do SUS.

Travar esse projeto é, na prática, atrasar o acesso da população a exames, consultas e diagnósticos essenciais. É impedir que um equipamento pronto para funcionar comece a salvar vidas.

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