A Câmara Municipal de Camaçari discutiu, na manhã desta sexta-feira (10), em audiência pública, medidas para proteção e prevenção a violência contra a Mulher.
Proposta pela vereadora Professora Angélica (PP), o tema entrou na pauta após a grande repercussão do caso de dona Iná, que foi espancada com uma barra de ferro pelo companheiro e chocou o município de Camaçari.
A audiência contou com a participação da secretaria da mulher, Fafá de Sinhorinho, secretaria de Turismo Cristiane Bacelar e da delegada da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, Doutora Tereza Santos.
A vereadora Professora Angélica, começou a audiência falando pautando que o combate contra a violência contra mulher tem que ser diariamente.
“Essa luta, essa discussão que tem que ser no dia a dia, não só no Mês da Mulher, porque, como eu terminei de falar, a cada um dia três mulheres são mortas no nosso país, e aqui no nosso município às vezes não vem à tona. A gente precisa realmente fazer mais políticas públicas para combater, porque é todos os dias, gente, não é só no mês”, comentou.
A delegada Dra. Tereza Santos falou sobre os índices de violência contra a mulher em Camaçari. “Muitas vezes a mulher não percebe que está sofrendo algum tipo de violência e ignora, tende a passar despercebido, achando que com o tempo vai melhorar, mas é ao contrário, só vai piorar. A violência às vezes está nas coisas que parecem pequenas, naquela ofensa que passa despercebida. A violência contra a mulher deve ser desconstruída desde a infância, porque muitas vezes a gente escuta as mães falando prendam as cabras que o meu bode está solto ou quando pede para ir buscar a irmã e dá autorização para bater. Quando esse jovem cresce, ele vai fazer esse tipo de coisa com a mulher dele, perpetuando a violência doméstica”, comentou.
A ativista social Bárbara Trindade pautou a falta de participação da presença masculina no debate. “A gente precisa ter a participação dos vereadores nesse debate, porque eles são homens, eles têm mulheres, mães, filhas, avós, esposas, e eles precisam participar dessa conscientização, para alertar, repreender os colegas homens quando fizerem comentários machistas, porque isso também faz parte da luta, os homens podem e devem ajudar nesse combate”, comentou.
Por Caique Brito
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