sábado, 27 jun 2026

Comerciante é feita de refém e usada para dirigir o próprio veículo durante assaltos em Camaçari

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A noite de segunda – feira (21) foi marcada pelo susto e pânico para a comerciante Aline Rios, moradora de Camaçari. O que parecia uma simples entrega de doces e bolo, como de costume, se transformou em um verdadeiro pesadelo.

Em entrevista a nossa reportagem, Aline conta que estacionou o carro, modelo Voyage, com cinza, placa OLU 0823, em frente à casa da cliente no bairro da Gleba C, quando foi abordada. “Antes que eu pudesse descer do veículo, um homem armado se aproximou, pediu o meu celular, a chave do carro. Ele entrou no veículo e, a partir daí, começaram os assaltos por vários bairros, como o Ficam, Lama Preta, Camaçari de Dentro e Inoccop”, conta Aline.

 

Ainda em choque, ela relembra a noite de terror. “No início, achei que ele iria me deixar em algum lugar, mas me usou para dirigir o carro enquanto fazia os assaltos. Paramos para abastecer mais de uma vez e, o medo não permitiu que eu demonstrasse qualquer reação. Ele me ameaçava o tempo todo. Ao chegar ao bairro da Bomba, por volta das 22h, ele decidiu assaltar uma moto e, finalmente, me libertou e também o carro”, lembra.

A comerciante prestou queixa na 18ª Delegacia Territorial de Camaçari, mas não há pistas do assaltante. Agora, fica o medo de sair de casa e transitar com seu veículo pela cidade. “Na delegacia, descobrir que as pessoas estão dando queixa dos roubos e citando a placa do carro como se eu fosse cúmplice. Não tenho coragem de sair com o veículo, pois, alguém que presenciou algum assalto e reconhecer o carro pode tentar fazer alguma maldade comigo. Além disso, muitas pessoas divulgaram em grupos de Whats App que havia um “casal” praticando os assaltos, quando, na verdade, eu era apenas um vítima”, desabafa Aline.

Confira o Boletim da Ocorrência:

 

Redação Nossa Metrópole

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