quinta-feira, 02 jul 2026

De Pernas pro Ar 3 estreia coroando maturidade de Ingrid Guimarães

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Nove anos depois de estrear e se transformar numa das franquias de maior sucesso da história do cinema brasileiro, com 8,4 milhões de espectadores em dois longas-metragens, De Pernas pro Ar chega ao terceiro filme.

Alice Segretto (Ingrid Guimarães) num evento da sua empresa em um barco no rio Sena, em Paris, no filme dirigido por Júlia Rezende (foto/Emmanuele Jacobson/div.)

Renovando a saga humorística da personagem Alice Segretto (Ingrid Guimarães), empresária vitoriosa de produtos eróticos femininos, De Pernas pro Ar 3 é uma comédia popular bem cuidada e acima da média do que é feito no gênero nos últimos tempos no país.

Do roteiro (Marcelo Saback, Renê Belmonte e Ingrid) à direção de Júlia Rezende (Meu Passado Me Condena, Ponte Aérea), passando pelo elenco, fotografia (Dante Belluti) e locações, o filme mescla humor, romance e sexo de maneira hábil e moderna – e sem apelar para piadas infames.

Mulher de negócios famosa mundialmente com os produtos da Sexy Delícia, Alice agora viaja pelas grandes capitais do planeta e não tem tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, bem como para dar a devida atenção ao marido, João (Bruno Garcia).

Para piorar (ou não), Alice Segretto enfrenta um choque de geração com uma empresária jovem e sintonizada com novas tecnologias, a adversária Leona (Samya Pascotto), que vai namorar justamente o seu filho Paulinho (Eduardo Melo).

Bruno Garcia, Ingrid Guimarães, Eduardo Melo e Samya Pascotto: elenco bem entrosado no terceiro filme da franquia que tem 8,4 milhões de espectadores (foto/Emanuelle Jacobson/div.)

Cauã Reymond – “Não renegando os dois filmes anteriores (risos), claro, pois Alice é uma personagem fundamental na minha carreira, esse agora é o melhor dos três. Falamos de coisas atuais como feminismo, sororidade, equilibrar sucesso profissional e família, e ainda sobre o mundo virtual”, afirma Ingrid, 46 anos.

No primeiro filme, lembra a artista goiana, falar de vibrador ainda fazia sentido numa comédia. Hoje, com a popularização do vibrador, óculos de realidade virtual são mais interessantes e adequados como brinquedinhos sexuais.

Numa das melhores sequências do longa-metragem, Alice transa virtualmente com o galã Cauã Reymond, que faz uma participação especial divertida e luxuosa. “A ideia da participação de Cauã foi minha. É um aplicativo dentro dos óculos que permite que a pessoa escolha com quem quer transar. Quis alguém que estivesse no imaginário das mulheres como alguém gostoso, um objeto de desejo. Ele amou brincar com a própria imagem dele. Adoro a sequência”, diz.

(Numa das melhores sequências da comédia, Alice (Ingrid) transa virtualmente com o sexy galã Cauã Reymond (Foto/Desirré do Vale)

Protagonismo – Porém, diferentemente dos filmes anteriores, a venda dos produtos da Sexy Delícia não é o assunto principal do roteiro. É apenas um pano de fundo para questões feministas e familiares.

O olhar da cineasta Júlia Rezende, substituindo Roberto Santucci na direção da franquia, e a presença da própria Ingrid como corroteirista, foram fundamentais para o bom resultado.

“Essa maior presença de mulheres era importante para o que queríamos mostrar, e participar do roteiro reforçou a minha ligação com a personagem. A Alice sou eu, eu sou a Alice. Até a minha filha se chama Clara, o mesmo nome da filha da personagem” (risos), explica.

Fonte: Correio 24h

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