sábado, 20 jun 2026

De portas fechadas, comerciantes temem falência em Camaçari

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Com as portas fechadas pela pandemia do coronavírus, comerciantes de Camaçari temem o futuro dos negócios. A flexibilização das leis trabalhistas, conforme a Medida Provisória 927 é uma das saídas para evitar a ameaça de falência para alguns, mas, para muitos, a situação é gravíssima.

São atividades de todos os tipos com os atendimentos físicos suspensos. Apenas os serviços essenciais como postos de combustíveis, supermercados, farmácias, padarias, lojas de material de construção, Pet Shop e oficinas mecânicas estão funcionando, os demais, estão tentando se adaptar ao sistema de delivery, que já é permitido no município.

As marcas especializadas em moda feminina sequer tiveram tempo de anunciar as novas coleções de outono para os clientes. O Dia das Mães, uma das datas mais fortes do comércio vem aí e, as expectativas não são animadoras.

Segundo a empresária, Celisdalva Brito, com larga experiência no comércio de Camaçari, a cidade vivencia uma das piores realidades da história e, algo precisa ser feito. “Sabemos que o momento é muito delicado e exige segurança, mas as pessoas estão circulando livremente pelas ruas. Acho que o comércio deveria funcionar com rigor na fiscalização”, diz.

Em conversa com nossa reportagem, a presidente do SICOMÉRCIO – Sindicato do Comércio Patronal de Camaçari e Região, Juranildes Araujo, disse que nunca viu nada parecido. “Para o comércio, no sentido de cumprir com suas obrigações com fornecedores, funcionários, impostos, aluguéis, será muito difícil. Mas, entendemos a necessidade de seguir as orientações superiores, mesmo que sejam dolorosas”, disse.

Para Juranildes, a expectativa é que o Governo Federal encontre meios para amenizar a situação. “A aranha vive do que terce. Se o comerciante não produz, ele fale, seus colaboradores e fornecedores também”, destaca.

Juranildes também faz um alerta à população. “Sugerimos que as pessoas tenham mais cuidados, usem máscaras, mantenham as orientações quanto à higiene, distância, lavar as mãos com água e sabão e usar álcool gel”.

Redação Nossa Metrópole

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