“Somos solidários à Rússia. Temos muito a colaborar em várias áreas. Defesa, petróleo e gás, agricultura e as reuniões estão acontecendo“, disse o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse também que o encontro entre os dois será um “retrato” para o mundo sobre o potencial das relações entre os dois países.
“Tenho certeza de que até mesmo essa passagem por aqui é retrato para o mundo de que nós podemos crescer muito nas nossas relações bilaterais“, afirmou o presidente.
A visita de Bolsonaro a Putin acontece em meio à tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia e o temor de uma invasão russa. Nas últimas semanas, a Rússia havia mobilizado pelo menos 100 mil soldados para a fronteira ucraniana. O movimento foi uma reação à possibilidade de que o país fosse incluído na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Os Estados Unidos e países europeus como Reino Unido e Alemanha reagiram indicando a possibilidade impor sanções à Rússia. Na terça-feira, o governo russo anunciou a retirada de parte das tropas da região, numa sinalização de que um acordo poderia ser possível.
A confirmação da ida de Bolsonaro a Moscou causou reações no governo norte-americano. Nos bastidores, diplomatas dos EUA demonstraram contrariedade em relação à visita.
Há duas semanas, questionado sobre a visita de Bolsonaro a Putin, o Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou uma nota à BBC News Brasil afirmando que o Brasil teria a “responsabilidade de defender os princípios democráticos e proteger a ordem baseada em regras, e reforçar esta mensagem para a Rússia em todas as oportunidades“.
Apesar do contexto de crise internacional, o ministro da Defesa brasileiro, Walter Braga Netto, disse que a crise russo-ucraniana não seria discutida durante a visita presidencial. O presidente Jair Bolsonaro disse ao presidente Vladimir Putin que é “solidário” à Rússia.
A declaração aconteceu nesta quarta-feira (16/02) durante o encontro entre os dois chefes de Estado, em Moscou. Apesar de prestar solidariedade à Rússia, Bolsonaro não fez menção à crise na fronteira da Rússia com a Ucrânia e que fez com que os Estados Unidos e países da Europa ocidental reagissem e ameaçassem impor sanções ao país caso a Rússia invadisse a Ucrânia.
Fonte: BBC